segunda-feira, 14 de novembro de 2011

OPORTUNIDADE - GERENTE SÊNIOR DE RECURSOS HUMANOS






 Oportunidade:
 
Gerente Sênior de Recursos Humanos 


O perfil é o seguinte:

 Graduação e pós-graduação em administração ou áreas correlatas;  Sólida experiência em gerenciamento de recursos humanos com domínio especial sobre ferramentas de planejamento, gestão e monitoramento de gestão de pessoas;  Domínio de ferramentas e metodologias de desenvolvimento de pessoal, com destaque para programas de gestão de carreiras e remuneração, atração e retenção de talentos, avaliação de desempenho e gestão por resultados; Notório conhecimento em saúde, segurança e qualidade de vida no trabalho, legislação trabalhista e auditoria de processos de Administração de Pessoal;   Diferencial para conhecimento em sistemas ERP e/ou soluções informatizadas para gestão de pessoal;  Profissional com boa capacidade de negociação e relacionamento, aliado à capacidade analítica;§   Inglês técnico / intermediário..
 
Principais Atividades: 

Planejar, organizar, dirigir e controlar as atividades de Recursos Humanos
Definir normas e políticas que sejam capazes de manter a força de trabalho qualificada e eficaz; Estabelecer diretrizes para implantação e/ou desenvolvimento de programas de captação, treinamento, desenvolvimento, pacotes de remuneração e benefícios, avaliação de desenvolvimento, planos de carreiras e sucessões;
Liderar as questões administrativas de pessoal, de Saúde, Segurança e Qualidade de Vida no Trabalho, bem como as relações com sindicatos e órgãos trabalhistas.

Interessados enviar cv's para o e-mail: apsandrinhapsicologia39@gmail.com  

OPORTUNIDADES - FARMÁCIA GUARARAPES



Olá Pessoal,

Vagas abertas para as seguintes funções:

- Analista de RH
- Assistente de RH
- Auxiliar de RH
- Analista de DP (nível pleno ou sênior)

Os interessados deverão enviar currículos para selecao@farmaciasguararapes.com.br até o dia 15/11/11 (para a vaga de DP) e 30/11/11 (para as vagas de RH) e com o título da vaga pretendida.

Desde já agradeço a ajuda e esperamos muitos interessados em fazer parte do nosso time!

sábado, 12 de novembro de 2011

CONSIDERAÇÕES SOBRE O LUTO E A MORTE NA PERSPECTIVA INFANTIL



O homem costuma apresentar medo diante de situações desconhecidas, e a morte apesar de sabidamente inevitável é um evento que desperta angústia Em nossa sociedade não são poucas as tentativas de afasta-la e esquece-la.

O desconforto quando se trata de morte é bem visível, a busca pela “eterna juventude” e a crença em nossa imortalidade pessoal nos afasta ainda mais de qualquer referência a terminalidade ou qualquer coisa que a ela remeta.

Serão demonstradas aqui as mudanças constatadas no enfrentamento da morte desde a Idade Média, denominada por Philippe Áries (1977) de “morte domada” até o morrer contemporâneo: a “morte invertida”. O modo como a criança introjeta as situações a ela relacionadas bem como seu processo de enfrentamento e luto.

A morte tem tido diferentes representações a cada época, sendo assim, os medos e angústias referentes a ela vêm mudando também. Como afirma Kovács ao citar Philippe Áries:
A morte era esperada no leito, numa espécie de cerimônia pública organizada pelo próprio moribundo. Todos podiam entrar no quarto, parentes, amigos, vizinhos, e, inclusive, as crianças. Os rituais de morte eram cumpridos com manifestações de tristeza e dor, que eram aceitas pelos membros daquela comunidade. O maior temor era morrer repentinamente e sem as homenagens cabidas. (1977, p. 67)
Era um evento a ser compartilhado e havia uma familiaridade com a finitude, embora essa mesma ainda fosse acompanhada do medo dos mortos. A “morte domada”, como assim a denominou Ariés era aceita como parte indissociável da vida e eventualmente até desejada. Fazendo um apanhado do “morrer” atual pode-se verificar a inversão de valores que ocorreu desde então. Kovács (1992, p.47) cita Ariés:
O século XX traz a morte que se esconde, a morte vergonhosa, como fora o sexo na era vitoriana. A morte não pertence mais à pessoa, tira-se sua responsabilidade e depois sua consciência. A sociedade atual expulsou a morte para proteger a vida. Não há mais sinais de que uma morte ocorreu. O grande valor do século é o de dar a impressão que “nada mudou”, a morte não deve ser percebida. A morte boa atual é a que era mais temida na Antiguidade, a morte repentina, não percebida. A morte “boa” é aquela que não se sabe se o sujeito morreu ou não.
O “lugar de morrer” foi transferido para o hospital tirando-o do alcance dos olhos da sociedade, incluindo-se ai as crianças. Dentro dos hospitais o rastro da morte é silenciado de tal forma que tudo o que se quer após uma ocasião a ela ligada é esquecer e fingir que nada aconteceu.

A criança em processo de formação de significações não tem acesso a vivências que permitam uma devida elaboração de seus conceitos de morte, de perda e de dor já que situações referentes a isso são sempre evitadas e disfarçadas. Elas encontram, portanto o pacto de silêncio que a sociedade constitui em torno de assuntos considerados desagradáveis. Como a criança é o reflexo dessa sociedade, a menos que seja trabalhada também terá dificuldades para lidar com a finitude.

Com a “invenção da infância” (ARIÈS, 1977), surgiu uma tendência a separar o mundo dos adultos do mundo das crianças. A infância como a conhecemos tem sua gênese na tomada do poder pela burguesia simbolizada pela revolução francesa.

Os valores burgueses repassados em doutrina ideologicas implícitas pelas escolas, a diminuição do número de filhos e a nuclearização da família em torno dos mesmos, como conseqüência da urbanização, deu origem a infância como a conhecemos hoje: um templo isolado onde qualquer evidência da realidade considerada dura demais é logo afastada. Áries aponta que
Na Idade Média a educação das crianças era garantida pela aprendizagem junto aos adultos e a partir de sete anos, as crianças viviam com uma outra família que não a sua. Dessa época em diante ao contrário a educação passou a ser fornecida cada vez mais pela escola. A escola deixou de ser reservada aos clérigos para se tornar o instrumento normal da iniciação social. (1981, p. 84)
Apresentou-se nesse novo contexto a necessidade de isolar a juventude do “mundo sujo dos adultos” mantendo-os na inocência primitiva. A concentração da família em torno das crianças ficou em evidência bem como o sentimento de infância. Devido a essa proteção da qual se passou a fazer uso, as crianças tornam-se ainda mais suscetíveis ao sofrimento e medo diante da morte visto que são resguardadas de qualquer contato prévio com assuntos que a ela fazem referencias, que são “assunto de gente grande”.
 
Para ler o artigo completo, clique aqui.


Fonte: Psicologado

VAMOS APOIAR E ASSINAR O ABAIXO-ASSINADO CONTRA O FECHAMENTO DO CTMO DO HEMOPE

A partir de dezembro, o Centro de Transplantes de Medula Óssea da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (CTMO/Hemope) vai parar de funcionar. A determinação foi do secretário estadual de Saúde, Antônio Carlos Figueira, e deixou os funcionários e pacientes do órgão nada satisfeitos. Vale lembrar que Pernambuco conta com apenas nove leitos para essa prática de transplantes, sendo apenas três desses inseridos no Serviço Público de Saúde, que é o CTMO. Apesar das críticas recebidas, a medida visa ampliar o número de leitos, e, consequentemente, fazer a fila andar, segundo a Coordenação Geral da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

No último dia 31 de outubro, funcionários e pacientes do Hemope fizeram um abaixo-assinado para tentar impedir o fechamento do CTMO/Hemope. “Na contramão do interesse do Ministério da Saúde, que está disponibilizando recursos para a ampliação dos leitos, foi determinado o fechamento do CTMO/Hemope, sem considerar o deficit de leitos para transplante de medula óssea no Brasil, e, principalmente, no Norte e Nordeste”, informa o documento. “Viemos por meio desta, revelar esse absurdo, e convocar os órgãos de classe, os pacientes e a população em geral para impedir que isso aconteça”, completa o informativo.

Quem também está preocupada com o desfecho do caso é a médica Érika Coelho, que é especialista em transplantes pelo CTMO/Hemope. Ela é contra a atitude da SES, e defende que haja um investimento de infraestrutura no próprio Hemope. “Não vai adiantar nada, não há justificativa para fechar o setor. Acho que o mais sensato seria ampliar e criar novos leitos aqui. Além disso, não recebemos nenhuma diretriz quanto ao futuro dos pacientes, e isso nos preocupa muito”, afirmou.

Atualmente, 93 pessoas estão na fila do Hemope, já com doadores esperando para a realização dos transplantes. A secretária geral Ana Paula Sóter, garante que a medida não vai atrapalhar o andamento da fila de espera. Segundo ela, o Governo do Estado gasta, em média, R$ 5 milhões anuais para manter o CTMO, e não faria sentido continuar pagando por um serviço que não vinha funcionando. “Esse serviço não era para ser feito pelo Hemope, pois não faz parte das atividades dos hemocentros. Como não estávamos atendendo a necessidade da população achamos que alguma coisa teria que ser feita”. Em dez anos, foram feitos 71 transplantes, o que dá uma média de RS 700 mil para cada caso.

Sóter confirmou que os pacientes serão redirecionados para outras clínicas credenciadas pelo Ministério da Saúde, para realizarem os transplantes. A secretária também fez questão de tranquilizar os pacientes que já estão em tratamento. “As pessoas que já fizeram os transplantes vão continuar sendo atendidas pela equipe do Hemope”, garantiu.

O presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Silvio Rodrigues, também se posicionou sobre o caso. “Defendemos que esse serviço não se acabe. O que aconteceu com o Governo foi falta e preocupação e investimento para as coisas andarem. Somos contra qualquer tipo de fechamento, esse serviço tem que ser regulado pelo poder público”, defendeu. 


A repercussão do fato acima narrado foi grande.

Hoje há um abaixo-assinado na internet contra essa aberração que o secretário de saúde quer fazer.

Ainda é tempo de demonstrar nossa indignação. Tem algumas coisas que você pode fazer agora mesmo.

A primeira é assinar o 
ABAIXO-ASSINADO CONTRA O FECHAMENTO DO CTMO DO HEMOPE!

Atenção!!!

Após assinarem o abaixo-assinado, acessem seus emails para confirmarem a assinatura! É importante pra computar o voto.

Depois de fazer isso, peça pro seu pai, sua mãe, seu marido ou sua esposa, seus filhos, irmãos e amigos também fazê-lo. Divulguem o abaixo assinado pra sua lista com um pedido sincero e sério. Peçam nesse email pra que todos façam o mesmo e que divulguem pras suas respectivas redes.

No facebook, vamos bombar e divulgar o manifesto da ATMO:
https://www.facebook.com/pages/ATMO-Amigos-do-Transplante-de-Medula-%C3%93ssea/100616543243

Faça sua parte e se solidarize com os pacientes que usam o serviço e com os psicólogos e demais trabalhadores do setor que o secretário de saúde quer fechar.

domingo, 6 de novembro de 2011

NIETZSCHE - CULPA, CASTIGO E... FESTA?



Dentre os temas tão caros à Psicologia, ao Direito e à História Contemporânea, por exemplo, na Segunda Dissertação de sua obra “A genealogia da moral”, o filósofo alemão Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900) esmiuçará a origem da culpa e do castigo culminando numa festa.

O homem é um ser que promete e, pelo porte da promessa que julga estar apto em poder cumprir, se afirma, equipara e entrelaça seu ego à magnitude de sua capacidade em honrar o compromisso.

Mas também é um ser que se esquece. Justamente por ser dotado dessa capacidade (de esquecer) é que esse mesmo “esquecimento” se transmutará num poder ativo, numa força que educa e disciplina: a memória.

Segundo o autor, devemos procurar aqui a origem da responsabilidade. Prometer, se esquecer e ser assaltado pela memória leva-nos a ponderar: “Esta tarefa de educar e disciplinar um animal que possa fazer promessa pressupõe outra tarefa: a de fazer o homem determinado, uniforme, regular, e, por conseguinte, calculador.” 

Essa proeza coube à moral, num constante e longínquo trabalho, desde a aurora, até o presente de nossa existência: “unicamente, pela moralização dos costumes e pela camisa de força social, chegou o homem a ser realmente calculador.” Assim, pressentimos, prevemos, governamos, tornamo-nos senhores, responsáveis por nossos atos. Observe que essa responsabilidade culminará numa moralidade.

Independente, livre e soberano, o homem que pode prometer é um indivíduo de vontade própria: “possui em si próprio a consciência da liberdade e do poder, o sentimento de ter chegado à perfeição humana.”, aponta.

Por julgarmo-nos merecedores de crédito, não reconhecemos nem nos deixamos limitar pelas coisas que não podemos prometer, noutras palavras, não nos atemos ao imponderável e, seguimos ávidos: “(...) quanta confiança, temor e respeito inspirou o ‘merece (...)”. Julgamo-nos superiores aos demais, os de vontade menos potente.

Assim, o homem ‘livre’, “o senhor de uma vontade vasta e indomável, encontra nessa posse a sua escala de valores; fundado em si próprio, para julgar os outros, respeita ou despreza, e assim como venera os seus semelhantes, os fortes que [igualmente como ele] podem prometer (...)”.

Mas há os que são fortes e prometem como soberanos, somente depois de deliberar, refletir: “(...) que dão a sua palavra como tábua de mármore, que se sentem capaz de cumpri-la, a despeito de tudo, ainda a despeito do ‘destino’ (...)” e há também os fúteis, que prometem levianamente, sem serem verdadeiramente ‘donos’, pois incapazes de cumprir suas promessas.

O filósofo afirma que estar cônscio dessa liberdade rara, “e poder sobre si e o destino chegando às profundidades maiores de seu ser passou ao estado de instinto dominante (...)”. A esse instinto dominante, de: “Responder por si mesmo e responder com orgulho, dizer sim a si mesmo.”, Nietzsche identifica e nomeia ‘consciência’.

A primeva técnica de imprimir memória – mnemotécnica – é terrivelmente eficaz: “Imprime-se algo por meio de fogo para que fique na memória somente o que sempre dói.” É a memória, sobretudo quando choca, machuca, causando perda, a dor, que nos faz cumprir a promessa de não brincar com fogo, não flanar em ruas escuras, enfim, de estar atento aos perigos.

Onde há solenidade, gravidade, mistério e cores sombrias, diz ele, fica um vestígio de espanto, que noutro tempo presidia às transações, aos contratos, às promessas: “o passado, o longínquo, obscuro e cruel passado, ferve em nós quando nos pomos ‘graves’. Noutro tempo, quando o homem julgava necessário criar uma memória, uma recordação, não era sem suplício, sem martírios e sacrifícios cruentos; os mais espantosos holocaustos e os compromissos mais horríveis (como o sacrifício do primogênito), as mutilações mais repugnantes (como a castração), os rituais mais cruéis de todos os cultos religiosos (porque todas as religiões foram em última análise sistemas de crueldade), tudo isso tem a sua origem naquele instinto que descobriu na dor o auxílio mais poderoso da mnemotécnica.”
 
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CRP PROMOVE MINI CURSO DE LAUDO E PARECER

Foram disponibilizadas 320 vagas e as inscrições são realizadas na sede do Conselho


O CRP-02 realizou um importante Seminário de Avaliação Psicológica nos dias 06 e 07 de outubro, quando participaram psicólogos(as) dos diversos segmentos. Em continuidade ao ANO TEMÁTICO DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA, temos a imensa satisfação de lançar 320 vagas (40 participantes por turma) para MINI CURSOS de ELABORAÇÃO DE LAUDO E PARECER, com o objetivo de aprimorar a elaboração desses documentos essenciais na comunicação oficial dos serviços psicológicos prestados à sociedade.

Lembramos que os mini cursos estarão sob a responsabilidade da seguinte equipe de professores (as): Ana Lúcia Francisco; José Maurício Bueno; Leila Vasconcelos e Leopoldo Barbosa e que o material didático será único e entregue no 1º dia do curso. Desta forma, os (as) professores, dentro da disponibilidade de cada um, irão cumprir o cronograma proposto, esperamos que façam de imediato a escolha da turma/inscrição de acordo com as opções abaixo:


TURMAS:    
 1ª -  04 e 05 de novembro/2011 – 18h30 às 21h30  – 8h30 às 12h30/13h30 às 17h30 
                      
 2ª  - 11 e 12 de novembro/2011 – 18h30 às 21h30  - 8h30 às 12h30/13h30 às 17h30  
                      
3ª  - 18 e 19 de novembro/2011 – 18h30 às 21h30  - 8h30 às 12h30/13h30 às 17h30  
                      
 4ª  - 25  e 26 de novembro/2011 – 18h30 às 21h30 - 8h30 às 12h30/13h30 às 17h30  

5ª  - 02 e 03 de dezembro/2011 - 18h30 às 21h30   - 8h30 às 12h30/13h30 às 17h30  
                      
6ª  - 09 e 10 de dezembro/2011 – 18h30 às 21h30  - 8h30 às 12h30/13h30 às 17h30  
                      
 7ª  - 16 e 17 de dezembro/2011 – 18h30 às 21h30  - 8h30 às 12h30/13h30 às 17h30 
                      
 8ª  - 17 e 18 de dezembro/2011 – 18h30 às 21h30 - 8h30 às 12h30/13h30 às 17h30 


INSCRIÇÃO: O valor será de R$ 60,00 e deverá ser realizada, pessoalmente, na sede do Regional de 2ª a 6ª de 9h as 17h. Informações: 2119-7272.

OBS: Na medida em que as turmas forem sendo fechadas o(a) professor(a) mais disponível assumirá a responsabilidade de ministrar o mini curso na referida turma. Lembramos que o certificado será de 12h aulas assinado por toda a equipe responsável.

Fonte: CRP-PE

PARTICIPE DO SEMINÁRIO ATUAÇÃO DA PSICOLOGIA EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIAS E DESASTRES

A atividade ocorrerá em 11 de novembro e reunirá especialistas no Recife

No processo de institucionalização da área de psicologia e desastres, existe uma demanda em que o psicólogo trabalhe para que essa cultura da prevenção seja instalada.


Nesse sentido, o CRP - 2ª Região promoverá o Seminário atuação da Psicologia em situação de emergências e desastres - A contribuição da Psicologia nos eventos de emergência e desastres e a construção de referências e estratégias de atuação para a prática profissional.
A atividade ocorrerá no Recife, em 11 de novembro, no Onda Mar Hotel. As isncrições são gratuitas e podem ser feitas na sede do Conselho, na rua Afonso Pena, nº 475, Santo Amaro ou pelo telefone 2119-7272.

Acompanhe a programação:

8h30  Abertura: Maria Conceição Costa – Presidenta do CRP – 02
8h45 Clara Ribemboim – Vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia
Mesa Redonda – Experiências práticas em situação de emergências e desastres
9h15   Cel. Carlos Sinomar – Coordenador da Defesa Civil de Pernambuco
9h45   Alisson Calixto – Cruz Vermelha Pernambuco
10h15 Clara Mendes – Psicóloga da CODECIR
10h45 Maria da Conceição Pereira Sougey – Psicóloga da Aeronáutica
11h45 Debate
12h30 Intervalo para almoço
13h30 Ângela Coelho – Consultora do Conselho Federal de Psicologia sobre a Psicologia de Emergências e Desastres
14h15 Debate
14h30 Divisão dos participantes em quatro grupos para discussão e elaboração de propostas
15h45 Apresentação das propostas dos grupos
17h Encerramento

Fonte: CRP-PE

DEBATE ONLINE SOBRE PSICOLOGIA E TRÂNSITO OCORRERÁ DIA 1º DE DEZEMBRO



O Conselho Federal de Psicologia (CFP) realiza debate online sobre o tema “Psicologia do Trânsito e Avaliação Psicológica de Motoristas”.  O evento será realizado às 11h do dia 1º de dezembro de 2011. Serão discutidos as diversas formas de avaliação, seus alcances e possibilidades.

O objetivo é oferecer oportunidade de atualização e qualificação de profissionais que trabalham na área. “Integrar as questões desta área, na discussão do ano da avaliação psicológica, além de tratar de forma específica os grandes desafios deste campo de avaliação”, explica o conselheiro do CFP Aluízio Lopes de Brito. Os participantes poderão enviar perguntas pelo site.

Na primeira parte do debate, será apresentado o tema “A Avaliação Psicológica e a Relação com a Gestão Pública”.  Quem fica à frente do assunto é o doutor em Avaliação Psicológica, Fabián Javier Marín Rueda, atual presidente da Associação Brasileira de Editores Científicos de Psicologia (ABECiPsi).

A conselheira do CFP Ana Paulo Porto Noronha, responsável pela segunda parte do debate online, se encarregará do tema “Ampliação dos Instrumentos de Avaliação Psicológica”.

O terceiro e último tema, “Mobilidade Humana, Violência e Avaliação no Trânsito”, será tratado pela psicóloga e mestre em Política Social, Andrea Nascimento. A doutoranda em psicologia abordará assuntos voltados para a área de trânsito e transporte, mobilidade e comportamento humano.

SERVIÇO
Data: 01/12/2011
Onde acessar:
http://anotematico.cfp.org.br/
Quem pode participar: psicólogos ou profissionais de áreas afins

Fonte: CFP

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

PSIQUIATRIA VIVE CRISE POR FALTA DE PROVAS CIENTÍFICAS, DIZ NOBEL


A psiquiatria está em crise porque falta comprovação biológica para seus conceitos. Essa é a opinião do neurobiólogo Eric Kandel, 81, ganhador do Prêmio Nobel de Medicina de 2000.
O cientista da Universidade Columbia, de Nova York, premiado por seus estudos com memória, desembarca nesta semana no Rio de Janeiro para participar do Congresso Brasileiro de Psiquiatria.

Em entrevista , Kandel condenou o uso de remédios como a ritalina (droga para tratar deficit de atenção) para melhorar a concentração de pessoas saudáveis.

Ele falou também sobre a validade da psicanálise, que pode cobrir lacunas da psiquiatria, caso adote padrões científicos mais rígidos. O pesquisador comentou também sobre sua nova invenção: um camundongo "esquizofrênico" para testar medicamentos.

Folha - Psiquiatras estão debatendo mudanças no manual de diagnósticos de transtornos mentais. Muitos acham que o livro não pode tentar ser muito objetivo. O que o sr. acha?

Eric Kandel - A preocupação com a objetividade foi introduzida há uns 20 anos quando houve uma tentativa de validar os critérios do manual para descrever transtornos. Isso foi extremamente importante para que diferentes psiquiatras pudessem dar o mesmo diagnóstico a um mesmo paciente.

O que é triste é que não houve muitos avanços desde então. Uma das razões para isso é que os psiquiatras não têm os chamados "marcadores biológicos" à disposição. Se você diagnostica diabetes ou hipertensão, pode usar medições objetivas, independentes. Não precisa se basear apenas naquilo que o paciente lhe conta. Nós, psiquiatras, ainda temos que recorrer à história do paciente.

O único grande avanço foi o trabalho de Helen Mayberg sobre depressão e a área chamada 25 do córtex cerebral. Ela descobriu que pessoas deprimidas tendem a ter hiperatividade nesta área. Quando os pacientes são tratados e os sintomas revertem, isso pode ser observado na área 25. Em pacientes para os quais drogas ou psicoterapia não haviam funcionado, ela descobriu que a estimulação cerebral [com sinais elétricos] poderia ter sucesso.

Mas, à exceção do trabalho de Mayberg, não temos outros exemplos.
Precisamos desesperadamente de bons marcadores biológicos. Sem isso, podemos publicar quantas edições quisermos do manual, que não chegaremos a lugar nenhum.

Algumas pesquisas pioneiras sugerem que vítimas de estresse pós-traumático poderiam se beneficiar de drogas que apaguem suas memórias ruins. Isso já foi feito em ratos. O que o sr. acha disso?

É assustador. Não gosto nem um pouco dessa idéia. Eu gosto da idéia de drogas que estimulem a memória. Se você tem problemas de memória, não há razões para não tomar algo para melhorar. Livrar-se de memórias é muito perigoso. Eu lido melhor com a idéia de que as pessoas tentem se acostumar com suas memórias. Há varios tipos de tratamento para essa dessensibilização. Acho OK tentarem se livrar da ansiedade associada à memória.

Acho aceitável também, que, em uma guerra, soldados tomem drogas betabloqueadoras para que não tenham uma reação excessivamente emocional com a experiência. Mas aniquilar memórias é uma coisa ruim. Você é quem você é por causa das memórias. O caráter das pessoas não deve ser submetido a cirurgias farmacológicas.

Houve progresso no entendimento dos mecanismos biológicos de algum outro transtorno psicológico?

Acho que houve no próprio caso do transtorno do estresse pós-traumático. Nós sabemos alguma coisa sobre a atividade da amígdala cerebral, que fica hiperativa nessas pessoas. Algumas pessoas estão desenvolvendo interessantes tratamentos de dessensibilização em conjunto com o uso de fármacos. É possível ver algum progresso nisso no futuro.

Isso é importante hoje, pois vivemos num momento em que há mais incidentes e mais vítimas entre soldados aqui nos EUA do que havia na Segunda Guerra Mundial. Por que o numero aumenta? Uma das razões pode ser a maior facilidade de se fazer diagnósticos, mas outra coisa é que, naquela época, havia um programa americano que enviava psiquiatras para servir nos campos de batalha. E eles estavam à disposição dos soldados quando estes precisavam. Isso pode ter feito diferença.

O sr. veio aqui para apresentar um camundongo geneticamente modificado que seu grupo criou para o estudo da esquizofrenia. A esquizofrenia afeta capacidades mentais humanas. Como é possível usar um camundongo para estudá-la?

A esquizofrenia tem três classes de sintomas. Há os "positivos" ilusões, alucinações e loucura, os "negativos" _reclusão, isolamento social e falta de motivação --e os "cognitivos"-- a dificuldade de organizar as ideias e trabalhar. É difícil criar um modelo para estudar os sintomas positivos em cobaias, mas podemos modelar os cognitivos e negativos.

Criamos um camundongo cujo corpo estriado [estrutura no núcleo do cérebro] produz em excesso uma proteína que os neurônios usam para captar o neurotransmissor dopamina. Essa é uma lesão genética que ocorre em parte dos pacientes com esquizofrenia e, funcionalmente, leva a uma característica compartilhada pela maioria dos esquizofrênicos. Nós obtivemos então camundongos que claramente têm problemas de memória de curto prazo e em funções cognitivas. Os mesmos roedores têm dificuldade de interação social e baixa motivação.

A falta motivação não é um sintoma mais característico da depressão do que da esquizofrenia?

É um sintoma compartilhado pelas duas doenças, mas é um aspecto muito importante da esquizofrenia. Nós encontramos um medicamento que supera essa deficiência e a restaura ao normal. Achamos que isso poderá ser útil para tratamentos de depressão também.

Quão longe essa droga está de chegar ao mercado?

Nós fizemos só os testes em camundongos. Estamos agora conversando com empresas farmacêuticas em busca de alguma que esteja interessada em experimentá-la em pessoas. Ainda é uma fase bem inicial.

O que o sr. acha de usar drogas, como a ritalina (receitada para deficit de atenção) para "turbinar" a inteligência, aumentando a concentração?

Não acho que seja boa ideia para pessoas saudáveis. Essas drogas devem ser prescritas para pessoas com problemas cognitivos. Não devem nunca ser vendidas sem receita. Não são vitaminas.

O sr. vem falar no Brasil, onde a psicanálise é relativamente bem aceita. Nos EUA, não é assim. Que papel o sr. vê para as ideias de Freud hoje?

Não vejo problema em ler Freud da mesma forma que lemos Nietzche, Dostoiévski ou Shakespeare --grandes pensadores que escreveram sobre a mente humana. Mas se você quer que a psicanálise seja uma terapia eficaz, é preciso ter estudos que mostrem resultado. É necessário explicar o que ocorre no cérebro. Isso seria trabalhoso, mas precisa ser feito.
O maior problema não é com Freud, mas com aqueles que o sucederam. Eles não desenvolveram uma tradição científica na psicanálise. O treinamento para psicanálise deveria mudar, de forma que uma parte das pessoas formadas se dedicasse exclusivamente à pesquisa.

Como será possível provar a eficácia da psicanálise em termos objetivos? Seria como comparar a eficácia de uma droga a um placebo?

Você conhece Aaron Beck? Ele era um psiquiatra da Universidade da Pensilvânia, uma pessoa incrível, que já estava interessado em testar as idéias de Freud 40 anos atrás. Freud afirmava que pessoas deprimidas têm uma grande carga de ira que se volta contra elas mesmas, de maneira inconsciente.

Ele ouvia então os relatos de sonhos dos pacientes --pois os sonhos são "a estrada de ouro" para se acessar o inconsciente-- e descobriu que esses pacientes não estavam mais irados que qualquer outra pessoa. Essas pessoas, porém, tinham uma distinção característica: elas se consideravam "perdedoras" na vida. Achavam que tinham falhado no casamento e no trabalho, que não eram bons pais etc.

Quando Beck tentou olhar para o que estava acontecendo, ele viu que muitos deles na verdade estavam se saindo bastante bem em suas vidas. Beck, então, apontou a discrepância entre como esses pacientes achavam que estavam se saindo e como eles realmente funcionavam na vida. Ele os ajudou a mudar a maneira de pensar e de funcionar, e isso foi possível com umas 20 sessões de terapia.

Ele escreveu então um livro com sua "receita", e outras pessoas seguiram seu método, com sucesso.

Depois disso Beck criou grupos para comparação: um grupo de pessoas que não recebiam nada além de medicamentos antidepressivos e um de pessoas que passaram por seu método, a terapia cognitivo-comportamental. Depois, comparou o desempenho de cada um com placebo.

Ele viu que em casos de depressão suave ou moderada, esse tipo de psicoterapia era tão bom quanto inibidores seletivos de recaptação de serotonina [principal classe de drogas antidepressivas]. Em casos de depressão severos a diferença não era tanta, mas o efeito da psicoterapia combinado com os medicamentos era melhor que o das pílulas sozinhas.

Isso foi um marco sobre como estudos podem avaliar os resultados da psicoterapia. É por isso hoje que o sistema de saúde britânico reembolsa gastos de pacientes de terapia cognitivo-comportamental, mas não os de outros tipos de psicoterapia.

É isso que precisa ser feito com a psicanálise. É preciso ter um grupo de controle, um grupo experimental, um placebo. É preciso comparar a psicanálise à terapia cognitivo comportamental.

Já existem algumas tentativas de se fazer isso hoje, e elas parecem encorajadoras. É possível imaginar que alguns pacientes precisem de uma abordagem que os ajude a olhar melhor para si próprios, algo que a terapia cognitivo-comportamental não faz. Ela é um tipo de terapia que não discute com você como sua mãe e seu pai te tratavam. Ela lida com o aqui e agora.
Em algumas circunstâncias, ela pode funcionar bem, mas em outras talvez seja preciso explorar melhor o passado da pessoa, onde a psicanálise ajudaria. É preciso descobrir quais são essas circunstâncias.

Para ler a entrevista completa, clique aqui.

Fonte: Folha.com

QUANDO O SEU TERAPEUTA ESTÁ A APENAS UM CLIQUE DE DISTÂNCIA


Melissa Weinblatt, 30, uma professora colegial do Oregon, costumava fazer tratamento psicológico da maneira convencional --no consultório, face a face com o psicólogo. Hoje, com seu novo médico, ela disse que pode ter uma sessão na frente do computador tomando o café da manhã ou antes de sair à noite.

Serviços de videofone como Skype e sites de terceiros como CaliforniaLiveVisit.com tornaram as sessões on-line cada vez mais acessíveis para pacientes psiquiátricos. Um site de terapia on-line, Breakthrough.com, disse que registrou 900 psiquiatras, psicólogos, conselheiros e treinadores em apenas dois anos.

"Em três anos isto vai decolar como um foguete", disse Eric Harris, advogado e psicólogo que dá consultas pela American Psychological Association Insurance Trust.

"Todo mundo vai ter disponibilidade audiovisual em tempo real. Haverá um grupo de verdadeiros fiéis que acharão que estar em uma sala com o cliente é especial e que não se pode replicar isso em um envolvimento remoto", disse. "Mas muita gente, especialmente jovens clínicos, sentirão que não há base para se pensar assim. De todo modo, os padrões profissionais adequados terão de ser seguidos."

Weinblatt disse que prefere as sessões on-line ao antigo modelo. "Existe um conforto em carregar seu médico com você como um cobertor de segurança", disse ela. "E, como ele fica mais acessível, sinto que preciso menos dele."

O tratamento on-line inverte um elemento básico da relação terapêutica: o contato visual. Paciente e terapeuta geralmente olham para o rosto do outro na tela do computador. Mas em muitos casos a câmera fica em cima do monitor, e então os olhares ficam desviados. Vários estudos concluíram que a satisfação do paciente com a interação face a face e a terapia on-line é estatisticamente semelhante. Psicólogos dizem que certas condições poderiam ser adequadas para o tratamento on-line, incluindo agorafobia, ansiedade, depressão, distúrbio obsessivo-compulsivo e terapia comportamental cognitiva.

Mas há muitas perguntas. Como o seguro deve reembolsar a terapia on-line? As sessões de videoconferência são gravadas? São à prova de hackers? E se os pacientes tiverem colapsos?
Marlene M. Maheu, fundadora do Instituto de Saúde TeleMental, que treina provedores, disse: "É mais complexo do que as pessoas imaginam. O website de um provedor pode dizer: 'não lido com pacientes que têm tendências suicidas'. Mas é nosso trabalho avaliar os pacientes, e não lhes pedir para se autodiagnosticarem".
Ela pratica a terapia on-line, mas defende proteções ao consumidor e um treinamento rigoroso para os terapeutas. Johanna Herwitz, uma psicóloga de Nova York, experimentou o Skype para aumentar a terapia face a face. "Ele cria essa versão inferior e perversa da intimidade", disse. "O Skype não desinibe terapeuticamente os pacientes para que baixem a guarda e assumam riscos emocionais. Eu decidi não fazer mais isso."
Heath Canfield, psiquiatra do Colorado, usa o Skype para continuar a terapia com alguns pacientes de seu antigo consultório na Costa Oeste. "Não é a mesma coisa que estar lá, mas é melhor que nada", disse. "E eu não trataria dessa maneira pessoas gravemente doentes."

As armadilhas da videoconferência com doentes mentais graves ficaram claras para Michael Terry quando ele fez avaliações para pacientes nas ilhas Aleutas, no Alasca.

"Certa vez eu estava usando um jaleco branco, e a parede atrás de mim era branca", disse Terry, que é professor na Universidade de San Diego. "Meu rosto ficou escuro por causa do contraste, e o paciente pensou que estivesse falando com o diabo."


Fonte: Folha.com