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quarta-feira, 14 de março de 2012

CONFIRA A COLUNA DO JORNALISTA HÉLIO SCHWARTSMAN DA FOLHA DE SÃO PAULO INTITULADA "A CURA GAY"



A CURA GAY

O clima é de guerra. De um lado, estão os gays e os Conselhos de Psicologia, em suas vertentes federal e regionais, de outro, os cristãos, mais especificamente o povo evangélico. O tema do embate é (aqui não há como evitar as aspas) "a cura da homossexualidade".

O certame teve início nos anos 90, quando militantes do movimento gay, em particular a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), começaram a denunciar aos conselhos os autointitulados psicólogos cristãos, que prometiam curar homossexuais.

A ABGLT pedia punições a esses profissionais com base no Código de Ética do Psicólogo, que, em seu artigo 2º, b, proíbe: "induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais".

Em 1999, depois de alguns casos rumorosos na mídia, o Conselho Federal (CFP) baixou a resolução nº 001/99, que não deixa nenhuma margem a dúvida:

"Art. 2° - Os psicólogos deverão contribuir, com seu conhecimento, para uma reflexão sobre o preconceito e o desaparecimento de discriminações e estigmatizações contra aqueles que apresentam comportamentos ou práticas homoeróticas.

Art. 3° - Os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.

Parágrafo único - Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.

Art. 4° - Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica".

Evidentemente, a briga continua, mas agora no plano da opinião pública e do Legislativo. Além de nos bombardear com e-mails sobre a "perseguição" a psicólogos cristãos, os evangélicos tentam no Congresso aprovar um projeto de decreto legislativo (PDC 234/11) para sustar artigos da resolução do CFP.

Vale observar que o proponente da matéria, o deputado João Campos (PSDB-GO), também tem projetos de decreto para derrubar a decisão do Supremo Tribunal Federal que legalizou as uniões estáveis homossexuais e a que autorizou as marchas da maconha.

A iniciativa do parlamentar social-democrata (sim, há ironia no adjetivo) é uma tremenda de uma bobagem. Da mesma forma que um médico não pode hoje sair por aí dizendo que cura a doença de Huntington e um físico está impedido de afirmar que faz o tempo correr para trás, um psicólogo não pode proclamar que possui terapias efetivas contra o que seu ramo de saber nem ao menos considera uma doença. Não se pode bater de frente e em público contra os consensos da disciplina.

Não existe algo como psicologia cristã, hidrostática católica ou cristalografia judaica. Idealmente, juízos científicos se sustentam na racionalidade amparada por evidências (mas a questão é mais complicada, como veremos ao final do artigo).

É claro que a ciência, ao contrário das religiões, não trabalha com dogmas. Um pesquisador que pretenda provar que a homossexualidade é uma doença pode tentar fazê-la em fóruns apropriados, como congressos e trabalhos científicos, e sempre apresentando argumentações técnicas, cuja validade e relevância serão julgadas procedentes ou não por seus pares. Se ele os convencer, muda-se o paradigma. Caso contrário, ou ele abandona o assunto ou deixa de falar na condição de psicólogo.

Como cidadão, acredito eu, todos sempre poderão dizer o que bem entendem --além de fazer tudo o que não seja ilegal. Padres e pastores vivem afirmando que a homossexualidade é pecado sem que o céu lhes caia sobre a cabeça. É claro que a ABGLT protesta e de vez em quando um membro do Ministério Público pode tentar alguma estrepolia, mas isso é do jogo. Apesar de alguns atritos, a liberdade de expressão vem sendo relativamente respeitada no Brasil nos últimos anos, como o prova a decisão do STF sobre a marcha da maconha que o representante do PSDB quer derrubar.

Vou um pouco mais longe e, já adentrando em terrenos hermenêuticos menos sólidos, arrisco afirmar que nem o Código de Ética nem a resolução do CFP impedem um psicólogo de, em determinadas condições, ajudar um homossexual que busca abandonar suas práticas eróticas.
Imaginemos um gay que, por algum motivo, esteja profundamente infeliz com a sua orientação sexual e deseje tornar-se heterossexual. O dever do profissional que o atende é tentar convencê-lo de que não há nada de essencialmente errado no fato de ser gay. Suponhamos, porém, que o paciente não se convença e continue sentindo-se desajustado. Evidentemente, ele tem o direito de tentar ser feliz buscando "curar-se". E seu psicólogo não está obrigado a abandonar o caso porque o paciente não aceita a ciência. Ao contrário, tem o dever ético de fazer o que estiver a seu alcance para diminuir o sofrimento do sujeito.

O que a resolução corretamente veta é que o psicólogo coloque na cabeça de seus pacientes a ideia de que ser gay é uma falha moral que pode e deve ser revertida. Impede também que ele faça propaganda em que promete terapias efetivas.

Dito isto, não acho uma boa estratégia a do movimento gay de vincular a defesa dos direitos de homossexuais a uma teoria científica. Este me parece, na verdade, um erro grave.

Para começar, a ciência está calcada em hipóteses que podem por definição ser refutadas a qualquer momento. Vamos supor que o fundamento lógico para eu recusar a discriminação contra gays resida na "evidência científica" de que a homossexualidade tem componentes genéticos e ambientais, não sendo, portanto, uma escolha que possa ser modificada. Imagine-se agora que alguém demonstre de forma insofismável que tais evidências estavam erradas. O que ocorre neste caso? A discriminação fica legitimada?

Não é preciso puxar muito pela memória para lembrar que movimentos por direitos civis e "ciência" (sim, fora dos manuais de epistemologia, ela é uma atividade humana como qualquer outra que caminha ao sabor de circunstâncias políticas e constructos sociais) já estiveram em lados diferentes das trincheiras. Até 1990, a Organização Mundial da Saúde listava a homossexualidade como uma doença mental. Os psiquiatras americanos faziam o mesmo até 1977. Não sei se recomendava ou não o exorcismo, mas certamente autorizava profissionais da saúde mental a tentar a "cura".

O argumento contra a discriminação de minorias precisa ser moral. É errado discriminar gays, negros e membros de qualquer seita religiosa porque não gostaríamos de sofrer tal tratamento se estivéssemos em seu lugar.

Texto publicado no jornal Folha de São Paulo, em 01/03/2012, pelo jornalista Hélio Schwartsman. 

Leia a notícia no site.

Fonte: CFP

TRANSTORNO MENTAL : São Paulo lidera as estatísticas mundiais



]Cerca de 30% dos paulistas apresentam algum distúrbio mental, de acordo com um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 24 países. A prevalência é a maior em relação a pesquisas semelhantes feitas em outros lugares do mundo.

O estudo foi coordenado pelo sociólogo Ronald Kessler, da Universidade Harvard e publicado na revista PLoS One em fevereiro, no artigo São Paulo Megacity Mental Health Survey e aqui no Brasil realizado no âmbito do Projeto Temático “Estudos epidemiológicos dos transtornos psiquiátricos na região metropolitana de São Paulo: prevalências, fatores de risco e sobrecarga social e econômica”, financiado pela FAPESP e encerrado em 2009. Entre os autores do artigo está Laura Helena Andrade, professora do Departamento e Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina (FM) da Universidade de São Paulo (USP).

O pesquisadores se concentraram em estimar a prevalência, severidade e tratamento, de acordo com o DSM-IV. Foram examinados correlatos sócio-demográficos, aspectos da vida urbana como a migração interna, exposição à violência e privação social nos últimos 12 meses. Eles descobriram que os transtornos de ansiedade foram os mais frequentes, acometendo cerca de 20% das pessoas, seguido do transtorno de humor (11%), impulsividade (4,3%) e uso de substâncias (3,6%).

É previsto que o crescimento da população mundial se concentre nas grandes cidades, especialmente nos países em desenvolvimento. São Paulo fornece um aviso prévio sobre a carga de transtornos mentais associados ao aumento de desigualdades sociais, econômicas, estressores ligados à rápida urbanização e deterioração da saúde.

Localizada no sudeste do Brasil, a cidade detém mais de 10% da população brasileira e é a quinta maior área metropolitana do mundo, com cerca de 20 milhões de habitantes. É considerado um importante centro industrial e comercial na América Latina. Entre 1997 e 2007, o processo de urbanização aumentou a população em 10% na cidade e 25% em áreas periféricas e municípios à sua volta. Este crescimento é em parte uma conseqüência da migração rural-urbana mobilidade e dos migrantes de regiões pobres do Brasil, que buscam oportunidades de emprego, educação, assistência médica e melhores condições de vida. Como em outras áreas metropolitanas, essas mudanças levam à ocupação desordenada, falta de habitação e ampla crescimento de trabalho informal.

Esse contexto facilita o isolamento social e a dissolução das relações familiares primárias. O empobrecimento associado a essa situação produz violência, aumenta as taxas de homicídio, insegurança, tornando propício o desenvolvimento de transtornos mentais.

Ao cruzar as variáveis, os pesquisadores concluiram que as mulheres que vivem em regiões de alta privação, são as que mais sofrem de transtorno de humor, enquanto que homens migrantes têm mais transtornos de ansiedade. “É necessário que haja rápida expansão no sistema brasileiro de saúde do setor primário e trabalho focado na promoção da saúde mental. Essa estratégia pode se tornar um modelo diante de poucos recursos em uma área altamente habitada como São Paulo”, diz Kessler.

Para Laura, não é possível ter um serviço especializado em todas as unidades, por isso é preciso equipar a rede com pacotes de diagnóstico e de conduta a serem utilizados pelos profissionais de cuidados primários. É preciso capacitar não só os médicos, mas também os agentes comunitários, que devem ser orientados para identificar casos não tão comuns como os quadros psicóticos, levando em conta os fatores de risco associados aos transtornos mentais.

Fonte: Mente e Cérebro

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

CCJ PODE VOTAR ATO MÉDICO NESTA QUARTA (8): ENVIE MANIFESTO PELA NÃO APROVAÇÃO




O projeto de lei conhecido como Ato Médico está na pauta para ser votado na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania do Senado Federal, nesta quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012. 
 
O parecer que vai a voto é o mesmo apresentado em dezembro de 2011, veja aqui
 
Nesses 10 anos de tramitação do PL, o Conselho Federal de Psicologia, em conjunto com outras entidades profissionais da saúde, vem questionando o chamado Ato Médico. Muitos avanços foram conquistados, com mudanças no texto para que não seja ferida a autonomia das profissões de saúde e o exercício dos profissionais da área. Entretanto, ainda permanecem dispositivos no texto que precisam alterados para que seja garantida tal autonomia. 
 
O PL 268/2002 já passou por análise da Câmara dos Deputados e hoje encontra-se novamente no Senado, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), devendo passar em seguida pelas Comissões de Educação, Cultura e Esporte (CE) e Assuntos Sociais (CAS). 
 
Veja o histórico das ações em http://www.naoaoatomedico.org.br

Para enviar manifesto contra o PL do Ato Médico, clique aqui.

Veja a seguir a mensagem que será enviada aos senadores, à presidência da República e ao ministério da Saúde:
 
Aos excelentíssimos senhores e senhoras, Senadores e Senadoras, 
 
Nós, psicólogos e psicólogas, estudantes e profissionais de saúde, unidos com o Conselho Federal de Psicologia, nos manifestamos mais uma vez contrariamente à aprovação do PL do Ato Médico. Afinal, este fere não somente uma profissão, mas sim todo um paradigma de saúde que nosso país conquistou arduamente ao construir o Sistema Único de Saúde (SUS) e que, com ele, fortalece a ideia de que a saúde é uma construção multisetorial, multiprofissional e interdisciplinar. 

Este projeto, que teve origem no Senado Federal (nº 268 de 2002) , passou por análise da Câmara dos Deputados e hoje encontra-se novamente no Senado, como PL 7703/06, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), e deve passar, em seguida, pelas comissões de Educação, Cultura e Esporte (CE) e Assuntos Sociais (CAS).

Desejamos garantir que o Projeto de Lei passe por todas as comissões antes de seguir para o Plenário, pois não há concordância entre os profissionais de saúde que o texto do substitutivo encontra-se pronto para votação da forma como está. 

Solicitamos também, como foi pedido pelo CFP e demais Conselhos Profissionais de Saúde ao relator da matéria, Senador Antônio Carlos Valadares (PSB), no final de novembro, que haja a junção dos parágrafos 6º e 7º do artigo 4º - que determina as atividades privativas do médico. Desta forma, seria assegurado às demais profissões de saúde o que está garantido à odontologia no parágrafo 6º, ou seja, que o disposto no artigo não se aplica ao exercício de competências de outras áreas de saúde, incluindo a Psicologia, o que garante a autonomia das profissões. 

Deixamos claro que não somos contra a regulamentação da Medicina, pelo contrário, pensamos que os médicos podem e devem trabalhar por isto como forma de a sociedade reconhecer a competência específica destes profissionais. Mas isto não pode ser feito em detrimento de qualquer outra profissão na área da saúde, que é o que acontece atualmente. 


Fonte: CFP

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

APOIO AO PL DAS 30 HORAS







A psicologia está trabalhando pela jornada das 30 horas!


Participe!!!




Envie aqui  mensagem a todos os deputados apoiando a aprovação do PL.


http://www2.pol.org.br/main/manifesto_pl_30horas.cfm




Fonte: CFP

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

CCJ ADIA VOTAÇÃO DE PROJETO CONHECIDO COMO ATO MÉDICO


A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal não deliberou nesta quarta-feira (21) sobre o PLS 268/02, que dispõe sobre o chamado Ato Médico. Os trabalhos da Comissão foram encerrados sem que a deliberação tenha sido feita. Na ocasião, os senadores Marta Suplicy (PT-SP), Demóstenes Torres (DEM-GO) e Luiz Henrique (PMDB-SC) fizeram pedido de vista coletivo. Ainda não tem data prevista para nova votação.
Na terça-feira, 20 de dezembro de 2011, o CFP em conjunto com outras profissões da saúde fez mobilização no Senado Federal pela não aprovação do PL. O texto do chamado Ato Médico não é consenso entre as profissões da saúde. Em carta entregue aos senadores membros da CCJ, o Conselho Federal de Psicologia, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, o Conselho Federal de Enfermagem, o Conselho Federal de Fonoaudiologia e o Conselho Brasileiro de Óptica e Optometria, explicaram as razões: “o projeto fere não somente uma profissão, mas sim todo um paradigma de saúde que nosso país conquistou arduamente ao construir o Sistema Único de Saúde (SUS) e que, com ele, fortalece a ideia de que a saúde é uma construção multisetorial”.  Veja aqui a carta.
Além da CCJ, a matéria será examinada pelas Comissões de Educação, Cultura e Esporte (CE) e de Assuntos Sociais (CAS).
Psicólogas, psicólogos, a mobilização continua!
Envie manifesto contra o PL do Ato Médico, clique aqui.

O CFP e outras entidades profissionais da Saúde vem questionando o PL desde o início de sua tramitação no Congresso. Veja o histórico das ações em http://www.naoaoatomedico.org.br

Fonte: CFP

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE É CONTRA FINANCIAMENTO DE COMUNIDADES TERAPÊUTICAS PELO SUS


A discussão sobre o financiamento de comunidades terapêuticas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para a recuperação de doentes mentais e dependentes químicos, foi um dos temas da 14ª Conferência Nacional de Saúde, que terminou hoje (4) em Brasília. A proposta foi rejeitada pelo movimento de reforma psiquiátrica brasileira nos primeiros dias do evento e sequer chegou à plenária de votação do relatório final.

De acordo com o conselheiro nacional de Saúde Pedro Tourinho, a proposta foi rejeitada porque os profissionais e usuários de saúde entendem que a melhor forma de tratar o adoecimento mental e a dependência química é o processo terapêutico que integre o cidadão ao local onde vive.

“Nas comunidades terapêuticas, se tira a pessoa de onde ela vive e depois ela volta ao meio que levou à drogadição [situação de dependência química]. O movimento acha que ele não tem eficácia e que serve para atender a grupos de interesses econômicos e religiosos”, explica Tourinho. A ideia é que as propostas aprovadas na conferência sejam seguidas nas três esferas de governo – municipal, estadual e federal.

Neste ano, o governo federal intensificou a discussão sobre a interação entre os setores público e privado no funcionamento das comunidades terapêuticas. Em julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma nova resolução para atualizar os requisitos mínimos para o funcionamento dessas comunidades a fim de incluí-las na rede de atendimento do SUS.

Em agosto, representantes da 4ª Conferência Nacional de Saúde Mental participaram de um encontro com o ministro da Secretaria-Geral de Presidência da República, Gilberto Carvalho, para apresentar o posicionamento contrário ao financiamento das comunidades terapêuticas pelo SUS. O grupo alega que a medida é um retrocesso para as políticas da área.

sábado, 19 de novembro de 2011

ATO MÉDICO: PARECER DO RELATOR AGUARDA VOTAÇÃO PELA CCJ



O Projeto de Lei do Senado (PLS nº 268/2002), conhecido com PL do Ato Médico teve origem no Senado Federal, passou por análise na Câmara dos Deputados (PLC nº 7703/2006), onde recebeu alterações e voltou ao Senado, onde se encontra no momento.

Na CCJ recebeu o parecer do relator senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), no dia 9 de novembro de 2011, pela aprovação do projeto, com alterações. Veja aqui íntegra do parecer. O PL aguarda sua inclusão na Pauta da CCJ, para que seja votado o parecer apresentado. Não há prazo determinado para que isto ocorra.

Depois, segue para a análise das seguintes comissões: Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ); Educação, Cultura e Esporte (CE) e Assuntos Sociais (CAS). 

Para a Psicologia, vale destacar os seguintes itens do parecer do senador Valadares:
 
·         Art. 4º; § 2º: “Não são privativos do médico os diagnósticos funcional, cinésio-funcional, psicológico, nutricional e ambiental, e as avaliações comportamental e das capacidades mental, sensorial e perceptocognitiva.” (página 13)
 
·         Art. 4º; § 7º: “O disposto neste artigo será aplicado de forma que sejam resguardadas as competências próprias das profissões de assistente social, biólogo, biomédico, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, profissional de educação física, psicólogo, terapeuta ocupacional, técnico e tecnólogo de radiologia.” (página 15).

Fonte: CFP

CFP E CRPS ENTREGAM AO MPF REPRESENTAÇÕES SOBRE INTERNAÇÕES E ABRIGAMENTOS COMPULSÓRIOS



Em ação coordenada, o Conselho Federal de Psicologia e três Conselhos Regionais (de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo), entregam representações ao Ministério Público Federal questionando políticas de internações e abrigamentos compulsórios por violação à Constituição Federal. A representação foi protocolada às 12h30 desta sexta-feira, 11 de novembro, em Brasília, pela conselheira-secretária do CFP, Deise Nascimento. Documentos serão entregues também ao MPs em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, estados nos quais políticas de internação e abrigamento vêm ganhando espaço.

Em Minas Gerais, recentemente o Governador editou o Decreto n. 45.739/2011, instituindo auxílio financeiro temporário à família que assuma as despesas de tratamento de usuário de álcool ou outras drogas, com vistas ao custeio das despesas da internação voluntária do usuário em entidade credenciada pela Subsecretaria de Políticas sobre Drogas da Secretaria de Estado de Defesa Social, no valor total de R$ 900,00 mensais.

A representação questiona “existência de uma política pública que acaba por incentivar a internação compulsória em instituições, apesar de usar o termo ‘voluntária´, em detrimento de ações mais eficazes. Isso porque incentiva a família do usuário a se socorrer da solução aparentemente mais fácil, mas que não resolve o problema da dependência química”.

No Rio de Janeiro, a resolução nº 20/2011, da Secretaria Municipal de Assistência Social, cria Protocolo de Abordagem à Pessoa em Situação de Rua. O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) já declarou a resolução ilegal por inobservância das normas nacionais e internacionais sobre os direitos da criança e do adolescente e da política nacional de atendimento à saúde mental, sugerindo seu imediato sobrestamento.

Os Conselhos concordam e defendem os princípios e diretrizes do SUS, principalmente da participação, que garante o direito do usuário de ser esclarecido sobre a sua saúde, de intervir em seu próprio tratamento e de ser considerado em suas necessidades, em função de sua subjetividade, crenças, valores, contexto e preferências.

Em São Paulo, tem-se visto o envio de crianças e adolescentes para instituições de internamento de forma compulsória – e, portanto, involuntária –, sob a justificativa de suposto tratamento da dependência de crack. Na representação, a prática é questionada: “Contudo, não se coloca em pauta algumas questões que são anteriores a esta intervenção, tais como: como essas crianças e adolescentes chegaram à condição de morar nas ruas e de dependência de drogas? O direito, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de receber proteção integral com prioridade absoluta foi garantido de fato a estas crianças e adolescentes?”.

Na avaliação dos Conselhos, ao ser internado, o indivíduo perde qualquer chance de inclusão social, ficando à margem da sociedade, sem qualquer autonomia. As políticas públicas de retirada das pessoas do convívio em sociedade, na prática, "cassa" os direitos políticos e civis de cidadãos miseráveis. Cassa-se inclusive o direito constitucional de ir e vir.

A argumentação legal está embasada na premissa de que o tratamento “de doenças mentais ou da temática de álcool e drogas não comporta mais a segregação absoluta, sendo que a internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes (art. 4º da Lei n. 10.216/01)”, afirmam os conselhos, para os quais “ os preceitos da Lei sob exame vêm sendo ameaçados pela adoção de políticas públicas equivocadas”.

Oart. 4º determina que a internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes. Diz também que “o tratamento visará, como finalidade permanente, a reinserção social do paciente em seu meio”, em seu parágrafo primeiro.

Demanda
Os Conselhos solicitam ao Ministério Público a adoção de medidas legais, inclusive com o ajuizamento das ações competentes, que visem à suspensão imediata de práticas de internação e abrigamento compulsórios pelos governos federal e estaduais, de modo a privilegiar a utilização de medidas sócio-educativas aos usuários de crack, álcool ou outras drogas, como também aos portadores de doenças mentais.

Soluções
A solução que se pretende alcançar deve privilegiar os princípios de um cuidado em meio aberto, humanizado, com equipes multiprofissionais qualificadas, que tenham condições de trabalho dignas garantidas, no âmbito das políticas de saúde mental e coletiva e da assistência social, que operem por meio dos equipamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente, afirmam os Conselhos de Psicologia. “Para que não haja a exclusão do usuário de crack, álcool e outras drogas, há que se promover meios de adaptá-lo, cuidá-lo e recuperá-lo, caso contrário, ao invés de salvar o doente, acabaremos, todos, por sucumbir, em um trabalho de inútil benemerência, que não pode ser confundido com a estrita observância aos direitos humanos ou de respeito à cidadania”.

ApoiosA representação em âmbito federal está sendo apoiada por organizações como a Justiça Global, o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), o Observatório de Favelas, a Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (ANCED)  e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).

Confira o texto na íntegra clicando aqui!

Fonte: CFP



sábado, 12 de novembro de 2011

VAMOS APOIAR E ASSINAR O ABAIXO-ASSINADO CONTRA O FECHAMENTO DO CTMO DO HEMOPE

A partir de dezembro, o Centro de Transplantes de Medula Óssea da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (CTMO/Hemope) vai parar de funcionar. A determinação foi do secretário estadual de Saúde, Antônio Carlos Figueira, e deixou os funcionários e pacientes do órgão nada satisfeitos. Vale lembrar que Pernambuco conta com apenas nove leitos para essa prática de transplantes, sendo apenas três desses inseridos no Serviço Público de Saúde, que é o CTMO. Apesar das críticas recebidas, a medida visa ampliar o número de leitos, e, consequentemente, fazer a fila andar, segundo a Coordenação Geral da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

No último dia 31 de outubro, funcionários e pacientes do Hemope fizeram um abaixo-assinado para tentar impedir o fechamento do CTMO/Hemope. “Na contramão do interesse do Ministério da Saúde, que está disponibilizando recursos para a ampliação dos leitos, foi determinado o fechamento do CTMO/Hemope, sem considerar o deficit de leitos para transplante de medula óssea no Brasil, e, principalmente, no Norte e Nordeste”, informa o documento. “Viemos por meio desta, revelar esse absurdo, e convocar os órgãos de classe, os pacientes e a população em geral para impedir que isso aconteça”, completa o informativo.

Quem também está preocupada com o desfecho do caso é a médica Érika Coelho, que é especialista em transplantes pelo CTMO/Hemope. Ela é contra a atitude da SES, e defende que haja um investimento de infraestrutura no próprio Hemope. “Não vai adiantar nada, não há justificativa para fechar o setor. Acho que o mais sensato seria ampliar e criar novos leitos aqui. Além disso, não recebemos nenhuma diretriz quanto ao futuro dos pacientes, e isso nos preocupa muito”, afirmou.

Atualmente, 93 pessoas estão na fila do Hemope, já com doadores esperando para a realização dos transplantes. A secretária geral Ana Paula Sóter, garante que a medida não vai atrapalhar o andamento da fila de espera. Segundo ela, o Governo do Estado gasta, em média, R$ 5 milhões anuais para manter o CTMO, e não faria sentido continuar pagando por um serviço que não vinha funcionando. “Esse serviço não era para ser feito pelo Hemope, pois não faz parte das atividades dos hemocentros. Como não estávamos atendendo a necessidade da população achamos que alguma coisa teria que ser feita”. Em dez anos, foram feitos 71 transplantes, o que dá uma média de RS 700 mil para cada caso.

Sóter confirmou que os pacientes serão redirecionados para outras clínicas credenciadas pelo Ministério da Saúde, para realizarem os transplantes. A secretária também fez questão de tranquilizar os pacientes que já estão em tratamento. “As pessoas que já fizeram os transplantes vão continuar sendo atendidas pela equipe do Hemope”, garantiu.

O presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Silvio Rodrigues, também se posicionou sobre o caso. “Defendemos que esse serviço não se acabe. O que aconteceu com o Governo foi falta e preocupação e investimento para as coisas andarem. Somos contra qualquer tipo de fechamento, esse serviço tem que ser regulado pelo poder público”, defendeu. 


A repercussão do fato acima narrado foi grande.

Hoje há um abaixo-assinado na internet contra essa aberração que o secretário de saúde quer fazer.

Ainda é tempo de demonstrar nossa indignação. Tem algumas coisas que você pode fazer agora mesmo.

A primeira é assinar o 
ABAIXO-ASSINADO CONTRA O FECHAMENTO DO CTMO DO HEMOPE!

Atenção!!!

Após assinarem o abaixo-assinado, acessem seus emails para confirmarem a assinatura! É importante pra computar o voto.

Depois de fazer isso, peça pro seu pai, sua mãe, seu marido ou sua esposa, seus filhos, irmãos e amigos também fazê-lo. Divulguem o abaixo assinado pra sua lista com um pedido sincero e sério. Peçam nesse email pra que todos façam o mesmo e que divulguem pras suas respectivas redes.

No facebook, vamos bombar e divulgar o manifesto da ATMO:
https://www.facebook.com/pages/ATMO-Amigos-do-Transplante-de-Medula-%C3%93ssea/100616543243

Faça sua parte e se solidarize com os pacientes que usam o serviço e com os psicólogos e demais trabalhadores do setor que o secretário de saúde quer fechar.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

ACOMPANHE AS PAUTAS PARA A 3ª CONFERÊNCIA DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA MULHERES

 

O evento acontece em dezembro e ações estão sendo desenvolvidas em todo país

Em celebração ao Dia da Psicologia deste ano, que trabalha como tema Psicologia- profissão de muitas e diferentes mulheres, o Conselho Regional de Psicologia 2ª Região incentiva o acompanhamento da 3ª Conferência Nacional de Políticas Públicas para Mulheres. Acompanhe as pautas estaduais e nacionais pelo site  http://www.conferenciadasmulheres.com.br/ .


Fonte: CRP - 02

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

CFP PARTICIPA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA NO SENADO QUE DEBATE ATO MÉDICO

 
Uma audiência pública na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) debateu, nesta quinta-feira (29), com representantes de diversas profissões da saúde o chamado PL do Ato Médico (PLS nº 268/2002 – PLC 7.703/2006).
O presidente do Conselho Federal de Psicologia, Humberto Verona, defendeu, em sua fala, a manutenção do trabalho multiprofissional na saúde. “Para nós a preocupação com o projeto é que ele traz em sua essência o vírus que mata o que tem sido construído ao longo da história da saúde no Brasil, ele acaba com a solidariedade que é tão necessária entre os profissionais da saúde”, disse.
Ele destacou ainda a importância de haver troca entre os diversos profissionais da saúde em prol do melhor atendimento ao cidadão. “O problema central que nos faz estar unidos nesta luta, é que o projeto ainda não tirou do seu conteúdo os pontos que ferem a possibilidade de atendimento integral ao cidadão”, pontuou.
O relator do projeto, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), adiantou durante a audiência, que o projeto que veio da Câmara não será o final. “Não irei apresentar nenhum relatório enquanto não conseguir convencer a todos de que seja a melhor solução”, disse. E completou “Eu, como cidadão, preciso do psicólogo, do farmacêutico, do médico, enfim, de todos os profissionais. Vamos fazer o máximo para que trilhemos o caminho da harmonia”, comprometeu-se.
Os farmacêuticos disseram ser a favor da regulamentação da medicina, mas defenderam o direito da sociedade ter uma saúde integral.
O retrocesso trazido pelo projeto do Ato Médico, bem como a necessidade de diálogo para que todos os lados sejam ouvidos e coloquem suas posições, foram pontos tratados nas falas dos representantes de diferentes áreas da saúde.
O senador José Pimentel (PT-CE) dirigiu os trabalhos da audiência. O tema foi proposto por requerimento dos senadores Randolpe Rodrigues (PSOL-AP) e Inácio Arruda (PCdoB-CE).
De acordo com a agência Senado foram convidados para a audiência: Roberto Luiz D'Avila, do Conselho Federal de Medicina (CFM); Roberto Mattar Cepeda, do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional; Manoel Carlos Neri da Silva, do Conselho Federal de Enfermagem; Jaldo de Souza Santos, do Conselho Federal de Farmácia; Rosane Maria Nascimento da Silva, do Conselho Federal de Nutricionistas; José Lião de Almeida, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde; Ivan Rogério Freitas Sciessere, Presidente do Sindicato Nacional dos Optometristas; Humberto Verona, presidente do Conselho Federal de Psicologia; José Luiz Gomes do Amaral, da Associação Médica Brasileira; e Cid Célio Jayme Carvalhaes, da Federação Nacional dos Médicos.
Fonte: CFP

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

CONSELHOS DE PSICOLOGIA REALIZAM INSPEÇÃO NACIONAL EM LOCAIS DE INTERNAÇÃO PARA USUÁRIOS DE DROGAS

 
A Psicologia realiza hoje, dia 28 de setembro de 2011, a 4ª Inspeção Nacional de Direitos Humanos: locais de internação para usuários de drogas. A vistoria está acontecendo simultaneamente em 22 estados e no Distrito Federal, exceto Roraima, Rondônia, Acre e Amapá.
 
O objetivo é levantar a situação do atendimento às pessoas que apresentam problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas, para identificar os abusos, maus tratos e violações de direitos humanos. A preocupação é que não se tornem espaço de segregação, como os manicômios. A inspeção busca também saber se os locais seguem padrões de tratamento de acordo com os princípios éticos e técnicos da Psicologia.
 
A inspeção é uma ação conjunta das Comissões de Direitos Humanos do Sistema Conselhos de Psicologia (CNDH). A Coordenação Geral desta inspeção cabe à Comissão Nacional de Direitos Humanos do CFP.
 
Ao longo do dia, serão divulgadas informações sobre o andamento e resultado das inspeções realizadas.
 
Os resultados analisados serão apresentados com o relatório final da inspeção, com previsão para ser publicado durante o VII Seminário Nacional Psicologia e Direitos Humanos, que acontece nos dias 17 e 18 de novembro de 2011.
 
Essa é a quarta inspeção realizada pelos Conselhos Federal, Regionais e pela CNDH – a primeira, intitulada Inspeção Nacional de Unidades Psiquiátricas em Prol dos Direitos Humanos, foi realizada simultaneamente em 16 estados brasileiros e no Distrito Federal, no dia 22 de julho de 2004; a segunda intitulada, Um retrato das unidades de internação de adolescentes em conflito com a lei, foi realizada em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal, no dia 15 de março de 2006, e a terceira, intitulada Inspeção a Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), foi realizada em conjunto com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em 11 estados brasileiros e no Distrito Federal, entre setembro e outubro de 2007.  Os Conselhos avaliam que as inspeções são mecanismos importantes para ampliar, na sociedade, a discussão sobre direitos humanos de pacientes de saúde mental e usuários de álcool e outras drogas, trazendo o debate para o campo dos Direitos Humanos.
 
Histórico
O Observatório de Saúde Mental e Direitos Humanos tem recebido denúncias de maus tratos em clínicas e hospitais psiquiátricos e de tratamento de usuários de álcool e outras drogas. Na segunda-feira (26), o presidente do Conselho Federal de Psicologia, Humberto Verona, entregou à representante do Brasil no Subcomitê para Prevenção da Tortura da ONU, Margarida Pressburger, documento que reúne todas as denúncias.
A inspeção é coordenada pela Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia.
 
Fonte: CFP

CONSELHO DE PSICOLOGIA DENUNCIA MAUS TRATOS EM TRATAMENTOS PSIQUIÁTRICOS


Passados dez anos da reforma psiquiátrica no Brasil, as unidades de internação de pessoas com transtornos mentais continuam registrando mortes e casos de maus-tratos. A denúncia é do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que produziu um documento com os relatos. Nesta segunda-feira (26), ele foi entregue ao Subcomitê de Prevenção da Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes das Nações Unidas (ONU), no Rio de Janeiro.

O relatório contém 76 casos de mortes, maus tratos ou torturas ocorridos em hospitais públicos e privados e comunidades terapêuticas, entre 2002 e 2010, em todas as regiões do país. Segundo o presidente do CFP, Humberto Verona, as denúncias foram enviadas ao órgão e a instituições parceiras de defesa dos direitos humanos por parentes de usuários desses serviços. Os próprios pacientes, assinalou, também encaminharam reclamações ao conselho. Entre os casos, há medicação forçada, negligência, privação de liberdade e abandono.

De acordo com Verona, o documento foi protocolado na Secretaria-Geral da Presidência da República, na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e no Ministério da Saúde. No entanto, as medidas de proteção aos pacientes ainda não foram tomadas.

"Pela gravidade das denúncias, esperávamos uma repostas mais rápida por parte das autoridades. Como estamos tendo dificuldade nisso, e o governo federal está sinalizando investir nas comunidades terapêuticas, viemos buscar ajuda urgente", disse. As comunidades terapêuticas são instituições privadas normalmente vinculadas a igrejas. Eles classificou esses estabelecimento como "verdadeiros manicômios contemporâneos". 

sábado, 24 de setembro de 2011

CFP ENTREGA À ONU DOCUMENTO COM DENÚNCIAS DE VIOLAÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS EM LOCAIS DE INTERNAÇÃO

 
O  Conselho Federal de Psicologia (CFP) entrega nesta segunda-feira, 26 de setembro de 2011, à representante do Brasil no Subcomitê para Prevenção da Tortura da ONU, Margarida Pressburger, documento contendo denúncias de maus tratos à pacientes internados em clínicas e hospitais psiquiátricos.
A entrega acontece durante o Seminário Panorama Internacional de Prevenção e Combate à Tortura, que ocorre às 15h30 no auditório Nelson Carneiro, 6º andar, anexo-ALERJ, Rio de Janeiro, RJ.
As denúncias relatam maus tratos e morte de pacientes psiquiátricos e de usuários de drogas atendidos em comunidades terapêuticas e outros espaços de internação. O documento revela a gravidade das circunstâncias asilares encontradas, que revelam abuso medicamentoso, negligência, abandono e negação dos direitos civis, maus tratos, e diversas outras violações de Direitos Humanos.
As denúncias foram recebidas via Observatório de Saúde Mental e Direitos Humanos da Rede Internúcleos de Luta Antimanicomial, com apoio do CFP, e pelos movimentos de usuários e familiares de serviços de saúde mental.
Primavera da Saúde
O Conselho Federal de Psicologia participa na terça-feira, 27 de setembro de 2011, das manifestações da Primavera da Saúde, que pede mais recursos para a saúde pública no Brasil e a regulamentação da Emenda Constitucional 29. A mobilização tem unido esforços de gestores, trabalhadores da saúde e parlamentares em torno da causa da melhoria dos direitos à saúde, buscando colocar o debate no centro da agenda política do Brasil.
O Conselho Federal de Psicologia participa da manifestação reivindicandoo tratamento dos usuários de drogas com cidadania, em meio aberto, sem internação e sem segregação. Ou seja, pede a continuidade do processo da reforma psiquiátrica antimanicomial em curso no Brasil, regulamentada pela Lei nº 10.216/2001, que criou os serviços de atenção psicossocial de caráter substitutivo ao modelo asilar, para o cuidado de pessoas com sofrimento mental e problemas no uso de álcool e outras drogas.
Assim, reitera seu posicionamento contrário ao financiamento das chamadas comunidades terapêuticas com verba do SUS. O CFP entende que o isolamento em instituições tais como manicômios ou comunidades terapêuticas gera mais dor, sofrimento, violação dos direitos humanos e propõe que o atendimento seja feito por uma rede de serviços substitutivos do tipo: Centros de Atenção Psicossocial III (CAPS III), leitos em hospitais gerais, Casas de Acolhimento Transitório, Consultórios de Rua e outras invenções que se fizerem necessárias para garantir o cuidado em liberdade.
Por fim, atentar para o fato de que as cenas públicas de uso de drogas, que tanto incomodam, são também consequência da má distribuição de renda no país, que retira dos jovens a perspectiva de vida futura. Para minimizar tal cenário são necessários recursos das diversas políticas públicas para a inclusão social, tais como: moradia social, geração de renda, esporte, lazer, transporte, cultura e educação de qualidade.
Fonte: CFP

CONFIRA NOVO SITE DO CFP SOBRE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS


Está no ar o site que faz parte da nova campanha do CFP pela defesa dos direitos dos usuários de álcool e outras drogas.

Seu objetivo é reunir informações sobre o tema e contribuir para a redução do estigma em relação aos usuários e dependentes.

O site será constantemente atualizado e possibilitará a interação com os internautas por meio do envio de dúvidas, críticas e sugestões, além de comentários das matérias e possibilidade de divulgação nas redes sociais.

fonte: CFP

sábado, 17 de setembro de 2011

NOTA EXPLICA POSIÇÃO DO CFP SOBRE ESCUTA PSICOLÓGICA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA



Tal resolução regulamenta a escuta psicológica de crianças e adolescentes envolvidos em situação de violência, na rede de proteção. Ela veda a prática da inquirição ao psicólogo por não ser esta uma prática reconhecida pela ciência e profissão no atendimento de Crianças e Adolescentes em situação de violência.

A nota também esclarece o posicionamento do CFP contrário ao “Depoimento sem Dano” ou “Depoimento Especial”, a partir de diversos argumentos pautados na legislação profissional e na defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes, conforme preconiza a Doutrina da Proteção Integral.

Fonte: CFP

terça-feira, 6 de setembro de 2011

SEMINÁRIO DISCUTE COMUNIDADES TERAPÊUTICAS

 
Na tarde desta quinta-feira, 01 de setembro, o Conselho Federal de Psicologia participou do  Seminário Nacional de Políticas Públicas de Combate às Drogas, que ocorreu na Câmara do Deputados, Auditório Nereu Ramos, em Brasília. O CFP foi representado pelo coordenador de sua Comissão de Direitos Humanos, Pedro Paulo Bicalho, que fez parte da mesa cujo tema era Tratamento e Reinserção Social. Um dos temas do seminário foi a possibilidade de criação da Frente Parlamentar de Comunidades Terapêuticas.
Em seu discurso, Pedro Paulo afirmou a posição do CFP contra as práticas de violação de direitos humanos, muitas vezes praticadas pelas comunidades terapêuticas, e afirmou a importância da inserção social dos usuários de álcool e outras drogas e do fortalecimento de vínculos a partir da rede de assistência psicossocial. “O melhor tratamento não é a repressão nem a imposição de uma norma vinculada a certo modo de pensar a transgressão que resulte em um castigo ou pena”, afirmou. O coordenador lembrou da 4ª Conferência Nacional de Saúde Mental, ocorrida em 2010,  que contou com a participação de cerca de 46 mil pessoas ao longo das etapas estaduais, municipais e Federal. Na conferência, a sociedade pôde apresentar propostas sobre políticas públicas que resultaram em um relatório final no qual ficou claro o descontentamento quanto ao financiamento das comunidades terapêuticas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Ao fim, Pedro Paulo comentou que as comunidades representam ambientes de exclusão: “Devemos afirmar o tratamento articulado à ética e a promoção de Direitos Humanos. O que significa não reduzir pessoas à condição de objeto, não produzir perda de cidadania e nem perda da sua condição de sujeito”, questionou. E completou “Queremos uma política solidária com o sofrimento e não uma política que aumente o sofrimento pela via da exclusão”.
Em sua fala, Pedro Paulo afirmou a importância da participação da Psicologia neste tipo de evento, uma vez que esta possui um grande histórico na área podendo trazer grande contribuição na discussão do tema. O CFP não foi, inicialmente, convidado para falar no seminário mas, atendo à importância do tema, solicitou a inclusão do coordenador da comissão nacional de Direitos Humanos no evento, para garantir espaço para a perspectiva da Psicologia sobre o assunto. “Isto é uma perspectiva de retrocesso na política da reforma psiquiátrica”, questionou Rosemeire Silva, membro da Comissão de Direitos Humanos do CFP, também presente no seminário.
Na sexta feira, dia 2 de setembro, ocorrerá uma audiência entre o ministro Gilberto Carvalho e os membros da Comissão de Direitos Humanos do CFP Pedro Bicalho e Rosemeire Silva, e a representante da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial, Miriam Nadim Abou-Yd, para discutir sobre as comunidades terapêuticas.
Fonte: CFP

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

PL DAS 30 HORAS: MAIS UMA VITÓRIA



A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou nesta quarta- feira, 31 de agosto, o projeto de lei PLC nº 150, que determina a jornada de trabalho de 30 horas semanais para os profissionais de Psicologia. O texto, originalmente de autoria do Deputado Felipe Bornie, continha a emenda substitutiva apresentada pela senadora Marta Suplicy, que além de determinar as 30 horas, estabelece que a eventual redução de jornada não deverá acarretar redução da remuneração.

O próximo passo é a análise do projeto de lei pelo plenário da Câmara dos Deputados e, caso seja aprovado, seguirá para a sanção presidencial. A conselheira do CFP, Monalisa Barros, comenta a decisão “É uma conquista de isonomia. Mais do que um novo direito, é garantia de equidade com os outros profissionais que trabalham 30 horas”. De acordo com Barros, por conta das características da profissão, a redução na jornada de trabalho pode significar melhorias na qualidade dos serviços prestados.
O parecer da senadora foi feito após audiência pública realizada no dia 11 de agosto no Senado Federal, onde as entidades da Psicologia puderam expor a importância da fixação de uma jornada de trabalho de 30 horas semanais. Veja aqui a matéria sobre a audiência.
Fonte: CFP

sábado, 27 de agosto de 2011

ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O PRÊMIO PROFISSIONAL AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA NA PERSPECTIVA DOS DIREITOS HUMANOS


Estão abertas a partir de amanhã, dia 27 de agosto, as inscrições para o Prêmio Profissional Avaliação Psicológica na Perspectiva dos Direitos Humanos.

O prêmio tem como objetivo estimular profissionais de Psicologia a elaborar produções científicas que abordem as interfaces entre os preceitos da avaliação psicológica e os direitos humanos e que gerem reflexões sobre a avaliação psicológica que se realiza e que se deseja no século XXI.

Os trabalhos podem ser inscritos nas categorias individual ou em equipes de no máximo 4 autores.

As premiações vão de R$ 5 mil a R$ 3 mil, mais certificado de premiação e divulgação dos textos nos meios de comunicação do Sistema Conselhos de Psicologia.

Inscrições: de 27/08/2011 a 27/10/2011.

Acesse:
http://anotematico.cfp.org.br/2011/inscricao/

Regulamento do prêmio.

Resolução.


Fonte: CFP