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sábado, 3 de setembro de 2011

CONHEÇA NISE DA SILVEIRA, PIONEIRA NO USO DA ARTE COMO TERAPIA


Nise (1905-1999), uma das primeiras mulheres a se formar em medicina no país, é conhecida por ter renegado os métodos psiquiátricos convecionais nos anos 1940, como eletrochoque, confinamento, lobotomia e insulinoterapia, em favor de terapias inovadoras, como o uso da arte e da interação com os animais.

Os novos métodos trazido pela médica, que chegou a ter aulas com Carl Gustav Jung (1875-1961), foram essenciais para revolucionar o sistema manicomial e ajudaram pessoas psicologicamente desequilibradas a se recuperarem e se expressarem melhor.

O paciente mais famoso da psiquiatra foi o Bispo do Rosário. As obras de arte produzidas por ele e outros enfermos podem ser encontradas no Museu de Imagens do Inconsciente, no Rio de Janeiro, criado por Nise em 1952.

O volume faz parte da coleção "Encontros", da Azougue Editoral, composta ainda pelos volumes "Jorge Luís Borges" e "Milton Santos", entre outros. Nise também é autora de "Jung: Vida e Obra" e "Cartas a Spinoza" (esgotado).


"Nise da Silveira"
Autor: Luiz Carlos Mello (organização)
Editora: Azougue Editorial
Páginas: 228
Quanto: R$ 21 (preço especial, por tempo limitado)
Onde comprar: Pelo telefone 0800-1400


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

LIVRO: EDUCAÇÃO E PSICANÁLISE DISCUTE CAMINHOS DO CONHECIMENTO



"Educação e Psicanálise" apresenta a relação de duas das três profissões impossíveis a que Freud se referiu em seu famoso ensaio "O Mal-estar na Civilização". A terceira diz respeito a governar.

Bom, mas nem por isso o próprio autor da frase não tenha tentado alcançar méritos com a psicanálise, o que naturalmente desmembrou em teorias no campo da educação e mais timidamente na política.

Por isso, a ideia e o desafio impostos ao autor do livro e psicanalista Rinaldo Voltolini é dos mais instigantes e curiosos. Já faz algum tempo, essa construção de saberes da psicanálise e da educação caminha junta, o que tem rendido bons exercícios e resultados.

As afinidades entre os dois campos do saber são inúmeras, e resumimos aqui apenas para exemplo que ambas trabalham com a linguagem, e dependem muito do sucesso de saber ouvir o que o outro tem a dizer. Isso só para começar, vale destacar.

Há toda uma discussão sobre a iniciação sexual, o papel do aluno e mestre (e ambas as posições merecem muitos estudos), a forma de distribuir o conhecimento entre tantos alunos de uma mesma classe, como lidar com os pais, irmãos, entender os tipos de dificuldades de cada estudante, punições, entre outros.

"Todo esforço de Freud nesse campo pode ser compreendido como sendo o de substituir a pretensão pedagógica de um ideal educativo (qual o melhor modo de educar?) por uma discussão sobre as condições de possibilidade de qualquer educação (o que é necessário acontecer para que haja uma educação?)", escreve Voltolini.

Em pouco mais de 50 páginas, as questões base dos dois campos são apresentadas aos leitores, apontando as principais reflexões a respeito, deixando ao mesmo tempo claro que não existe uma "pedagogia psicanalítica". Há, sim, um encontro de ideias e teorias, que podem muito ajudar no relacionamento e na superação de cada indivíduo frente aos desafios da vida.

"Educação e Psicanálise"
Autor: Rinaldo Voltolini
Editora: Zahar
Páginas: 84
Quanto: R$ 16,00
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo
site da Livraria da Folha

Fonte: Folha.com

sábado, 30 de julho de 2011

"CARTAS A UMA JOVEM PSICANALISTA" REVELA LADO HUMANO DA PROFISSÃO


Dúvidas da profissão, transferência, narcisismo, modos de operar a teoria na prática e como confrontar casos graves de neurose e psicose. Esses são alguns dos temas que perpassam as páginas de "Cartas a uma Jovem Psicanalista" (Perspectiva).

O texto calmo e convidativo do brasileiro Heitor O´Dwyer de Macedo apresenta a psicanálise de uma forma que foge de jargões técnicos e busca, à medida do possível, falar sobre teorias dos principais nomes da área, de Freud à Lacan, dos sintomas atuais que agridem a sociedade e como garantir a tranquilidade aos pacientes nos processos de análise.

A "jovem psicanalista" do título é uma personagem ficcional, naturalmente, mas os conteúdos das cartas de Heitor são aqueles que qualquer interessado no funcionamento da mente humana gostariam de receber. Seu papel, nesse caso, é como o de um tutor, que responde as principais questões e medos de um profissional que se inicia na carreira. Tanto pela experiência própria da clínica, ou pelos ensinamentos que teve com os seus tutores, é admirável a capacidade do autor de esclarecer os assuntos, sugerir caminhos e acalmar seu correspondente.

Heitor radicou-se na França para concentrar seus estudos, e no processo teve a oportunidade de trabalhar e estudar com Françoise Dolto, e, atualmente, destaca-se como um dos principais nomes em atividade naquele país. Sua obra foi elogiada pelos colegas de profissão e virou referência para as novas turmas.

Em entrevista à Livraria da Folha, ele comenta um pouco sobre seu livro, o papel da psicanálise na mídia e dos sentimentos que aguarda dos leitores brasileiros.
Confira.

Livraria da Folha - No Brasil, percebemos um momento curioso de retorno à psicanálise, tanto na mídia com opinião de profissionais quanto nas universidades e uma boa safra de livros publicados, de autores estrangeiros e nacionais. Na contramão disso, também enxerga-se em outro plano o interesse pela neurociência e a popularização de remédios. Como analisa o momento da psicanálise a partir da França, atualmente, um dos grandes centros do mundo?

Heitor O´Dwyer de Macedo - Freud sempre foi implacável na sua afirmação que a psicanálise não pertence ao campo da medicina. Na França este distinção permitiu à psiquiatria integrar no seu encontro com os pacientes psicóticos a teoria freudiana. Isto fez da psiquiatria francesa a melhor do mundo - entre 1945 e os finais dos anos oitenta. Os grandes avanços realizados pela neurociência devem ser saudados por aquilo que são : uma contribuição gigantesca no conhecimento do funcionamento do cérebro. Quanto à tentativa cientista de reduzir os sentimentos e o sofrimento humano às moléculas - que é a tendência na França de hoje - isto nada mais é do que a retomada de um delírio que já existia no século XIX e que encontrou no nazismo a sua expressão racista e ideológica cujos resultados trágicos constituem a maior catástrofe na historia da humanidade.

Seu livro "Cartas a uma jovem psicanalista" tem um texto elegante e até romanceado. Em sua introdução, cita a influência de Rilke em sua feitura. Acredita que um assunto, muitas vezes complicado, como a psicanálise precise de mais textos de "cartas" e "diários" para descomplicar um pouco as coisas? Para chegar mais proximo ao leitor de hoje que não tem a tradição de estudos dos tempos de Freud, por exemplo?

O livro de Rilke me serviu como modelo de enunciação. A forma de cartas dirigidas a uma jovem psicanalista permitia que eu me livrasse do discurso universitário, discurso que destrói a psicanálise. Mas a relação da psicanálise com a literatura é um caso de amor paixão. Freud era um grande leitor, dos clássicos e dos contemporâneos, conhecedor profundo de Shakespeare e de Cervantes (aprendeu espanhol para ler Don Quixote no original). Foi próximo dos grandes escritores e poetas de seu tempo. E a sua leitura de Sófocles, como sabemos, teve consequências radicais na instituição da cultura.

Freud ganhou apenas um prêmio durante sua vida : o prêmio Goethe, distinção máxima na literatura alemã, e que celebrava a força e a clareza de seu estilo. Sem dúvida alguma, os textos de Freud sobre psicanálise são legíveis para qualquer pessoa que tente pensar sua vida, que tente ser sujeito der sua existência. Tal clareza na exposição era também uma necessidade: demonstrar que a psicanálise não era uma prática esotérica, mas sim um instrumento capaz de aumentar a nossa força de presença aos nossos próprios sentimentos, e a força de nossa presença no mundo.

Ora, tal clareza nas formulações da descoberta do inconsciente é fundamental na clínica, nas interpretações propostas ao paciente. Cada cura é uma experiência onde cada paciente redescobre para si mesmo, e de maneira absolutamente singular, os processos inconscientes até então desconhecidos. A psicanálise não escapou ao perigo do dogmatismo que corre qualquer atividade de pesquisa que constrói um conjunto doutrinal. E eu estou convencido que a revitalização da psicanálise depende, em grande parte, que os psicanalistas voltem a escrever com as mesma preocupação que orienta o diálogo com seus clientes : a de encontrar uma harmonia entre sua inteligência da experiência e o seu cuidado de não ferir a sensibilidade do paciente - o que se chama o tato. (A interpretação psicanalítica é uma prática poética.) Quando a procura desta harmonia se perde, a psicanálise, para parafrasear Marx, passa a ser simplesmente um meio de explicar o funcionamento psíquico ao invés de transformá-lo.

Para ler a entrevista completa, clique aqui.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO EM CRIANÇAS: UM GUIA PARA OS PAIS


O que fazer quando você tem muitas manias é um guia para ajudar as crianças que sofrem com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). O livro começa com um capítulo situando o problema do TOC para os pais. Afinal, são eles que vão auxiliar as crianças a aprender a lidar com seus problemas.

Veja abaixo o primeiro capítulo da obra de Dawn Huebner e a galeria de imagens com algumas ilustrações do livro.



ENTENDA AS DIFERENÇAS DE TRÊS MÉTODOS "PSI" PARA CURAR TRAUMAS


Psicologia, psiquiatria e psicanálise. Todas as três "psis" trabalham, de alguma forma, com os assuntos relacionados à mente e, grosso modo, são terapêuticas que têm o objetivo de auxiliar e curar uma pessoa traumatizada, angustiada, carente (entre outros) e lhe possibilitar uma melhor qualidade de vida.

No entanto, não é nada radical afirmar que as similaridades param por aí, pois cada uma delas possui históricos bem diferentes e métodos teóricos e de trabalho muito particulares.
Para o psicanalista Lenilson Ferreira, autor de "Psicanálise: O que Ela Pode Fazer por Você" , esses três setores do saber humano são muito jovens na história da ciência e por isto esta confusão, que não acontece apenas no Brasil, não é uma surpresa.
 
Se pelo lado positivo sabe-se que não são somente os loucos, bruxas e endemonizados podem e devem procurar auxílio, por outro, "novas" terapias e práticas paralelas surgem alegando trazer os mesmos ou melhores benefícios.

Além disso, a neurociência (que não entra na discussão de terapia) avança a passos lar-
gos na busca de revelar alguns segredos da mente, mas, em algumas oportunidades, ignora a existência da subjetividade, ou seja, as emoções de uma forma geral, o que torna a discussão mais acirrada ainda.

De qualquer forma, mesmo com o cenário em contínuo movimento, essas três bases mantêm-se firmes e ainda são de total ajuda para a compreensão da humanidade e do que se passa no interior de cada indivíduo.

Em resposta a Livraria da Folha, Lenilson Ferreira esclarece de forma didática e pontual as diferenças entre psicologia, psiquiatria e psicanálise.

Confira e entenda.

A Psicologia, em linhas gerais, é a ciência do comportamento humano e busca adequá-lo a uma normalidade. Uma pessoa que tenha dificuldades para aprender a dirigir, por exemplo, seria tratada através de técnicas que objetivam superar essas dificuldades e permitir que ela possa atingir o objetivo de se tornar motorista. A psicologia, assim, tem como objeto de trabalho, essencialmente, a parte consciente da mente humana. O sujeito sabe que não consegue dirigir e busca ajuda para adequar seu comportamento. É por causa disto que há quem diga que a Psicologia vende a felicidade!

A Psicanálise, ao contrário, tem como objeto de interesse principalmente o inconsciente, que é, grosso modo, a parte da mente humana da qual não temos conhecimento direto. É por causa de forças que estão presentes em nosso inconsciente e que, portanto, nos são desconhecidas, que frequentemente não entendemos claramente por quê queremos certas coisas, por quê temos certos sentimentos e por quê fazemos certas coisas. Não é comum ouvirmos pessoas dizerem que não entendem a si próprias? As respostas geralmente podem ser encontradas em nosso inconsciente e a Psicanálise nós dá as técnicas de acesso a ele. É por causa disto que há quem diga que a Psicanálise vende a verdade!

A Psiquiatra é a única dentre as três que habilita seu profissional a prescrever medicamentos, os chamados psicofármacos, por ser uma especialidade da Medicina. A partir dos sintomas informados pelo paciente, o psiquiatra receitará medicamentos que visam a suprimir os sintomas apresentados. É cada vez mais comun que Psiquiatras adquiram conhecimentos de Psicanálise o que propicia grandes benefícios aos seus pacientes.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

INCLUSÃO ESCOLAR: CONCEPÇÃO DE PROFESSORES E ALUNOS DA EDUCAÇÃO REGULAR ESPECIAL


Muito empreendimento ainda se faz necessário no sistema educacional público e privado, para que o processo integrativo possa se concretizar e trazer benefícios reais e duradouros às pessoas com necessidades educativas especiais.

Editora Casa do Psicólogo
1ª Edição
Autor: NILZA SANCHES TESSARO
202 páginas
ISBN: 85-7396-420-0


Fonte: Casa do Psicólogo

domingo, 3 de julho de 2011

QUESTÕES DE PESQUISA E PRÁTICAS EM PSICOLOGIA ESCOLAR



A aprendizagem, a criatividade, as altas habilidades, o brincar, a qualidade das instituições infantis, o desenvolvimento e as tecnologias da informação e comunicação são as questões presentes no livro.

Descrição:
Editora Casa do Psicólogo
1ª Edição
Autor: MARIA CRISTINA RODRIGUES AZEVEDO JOLY E CELIA VECTORE
326 páginas
ISBN: 85-7396-500-2

"O QUE NÃO MATA, FORTALECE"; LIVRO USA NIETZSCHE COMO AUTOAJUDA


Friedrich Nietzsche (1844-1900) --filósofo que influenciou intelectuais como Sigmund Freud (1856-1939), Jean-Paul Sartre (1905-1980) e Michel Foucault (1926-1984)-- não esperava por essa: sua obra ganha adaptação para ser usada como autoajuda.
Em "Nietzsche para Estressados", Allan Percy usa o pensamento filosófico do alemão para solucionar problemas pessoais e profissionais. Para Nietzsche, os valores da cristandade são uma maldição, a vitória de fracos, doentes e rancorosos.

O curioso volume, publicado no Brasil pela Gmt Sextante, reúne 99 máximas do notório niilista aplicáveis a várias situações cotidianas.
Os capítulos iniciam com um aforismo, seguido de uma interpretação. Manual indicado para procurar inspiração e combater as angústias e os medos.


"Nietzsche para Estressados"
Autor: Allan Percy
Editora: Gmt Sextante
Páginas: 112
Quanto: R$ 14,90 (preço promocional, válido por tempo limitado)

Fonte: Folha.com