quarta-feira, 14 de março de 2012

JUVENTUDE E POLÍTICAS PÚBLICAS: ALGUMAS REFLEXÕES


É relativamente recente na sociedade brasileira a discussão acerca da importância da implementação de políticas públicas específicas para a juventude. Tal discussão é permeada por uma clara defesa dos jovens como sujeitos de direito (SPOSITO & CARRANO, 2003). Infelizmente, as políticas públicas para os jovens acontecem quando estes se tornam algum tipo de problema ou mesmo ameaça social, conforme exposto pelos autores Sposito e Carrano (2003, p.17): “Assim, somente quando alcançam a condição de problemas de natureza política e ocupam a agenda pública, alguns processos de natureza social abandonam o “estado de coisas”.

Algo que sempre vem à mente daqueles que passam por dificuldades é a falta de oportunidade que os subjugaram por toda a vida. O jovem da atualidade não deve se valer de atributos fáceis e baratos para entrar na vida do crime ou, até mesmo, acomodar-se com o pouco que lhe é conseguido com um emprego que não lhe possa dar um futuro melhor. Muitos são os exemplos da sociedade que provam que quando se quer algo, é possível conseguir de modo honesto e eficaz apesar das desigualdades presentes na relação educação-trabalho que colocam a maioria dos jovens em um patamar de “exclusão social” (NOVAES, 2003).

Dessa forma, de acordo Sposito e Carrano (2003), não podemos nos prender somente às questões de ordem profissional e educacional para determinamos políticas públicas para a juventude. Também deve se levar em conta os aspectos psíquico-biológicos que permeiam esta etapa da vida. Tudo isso porque os jovens são envoltos por um processo de mudança constante e, o que é mais importante, é um período fundamental da vida do indivíduo, em que será moldada a sua personalidade (BOURDIEU, 1983). Logo, para se criar uma política pública para juventude, primeiramente é necessário saber como um jovem elabora sua personalidade e quais os fatores e as pessoas que o influenciam. Também se deve conhecer este jovem, saber o que ele pensa, pois não faria sentido criar algo para ele sem realmente saber de suas verdadeiras necessidades (SPOSITO & CARRANO, 2003).

Tendo tudo isto em vista, o presente artigo abordará de forma sucinta, algumas questões consideradas pertinentes segundo alguns autores sobre a implementação e a prática das políticas públicas no universo juvenil.

Para ler o artigo completo, clique aqui.

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