segunda-feira, 1 de agosto de 2011

COMO SE LIVRAR DA HUMILHAÇÃO

Casos de assédio moral triplicam na Justiça em quatro anos. Veja o que fazer para evitar problemas no trabalho e não prejudicar sua carreira

Há três anos, o acreano Jorge da Silva Tavares, hoje com 35, era vendedor da Renosa, fabricante da Coca-Cola em Mato Grosso. Lá, foi vítima de assédio moral. A empresa permitiu que a equipe comercial fosse submetida a um ritual de humilhação que consistia em dar semanalmente um troféu ao funcionário de pior desempenho.

Tudo ocorria na frente de todos os demais. "A coisa começou na base da brincadeira", conta Jorge. "O problema foi quando a situação passou a ter um tom de humilhação. Por diversas vezes fui chamado de incompetente na frente da minha equipe", diz.

Após ser demitido, há dois anos, Jorge entrou com uma ação na Justiça por danos morais. Em primeira instância, conseguiu indenização de 10 000 reais. A companhia recorreu e, com nova decisão favorável a Jorge, no ano passado, o valor acabou pulando para 25 000 reais.

A história de Jorge é um típico caso de assédio moral ou terror psicológico no ambiente de trabalho. Dados do Ministério do Trabalho revelam que o número de denúncias no Estado de São Paulo quase triplicou nos últimos quatro anos, passando de 78 para 216 ações judiciais.

Um levantamento feito pela advogada trabalhista Sylvia Romano mostra que um terço da população economicamente ativa já sofreu algum tipo de assédio durante o trabalho no Brasil. A pressão por resultados e a competição acirrada no mundo corporativo são os principais fatores do aumento da incidência de casos.

Com a maior ocorrência de ações na Justiça, as empresas passaram a dar mais atenção ao assunto. Recentemente foi assinado em São Paulo um acordo entre bancos e sindicatos para reduzir casos de assédio moral nas instituições financeiras. O tipo mais comum de assédio é aquele em que o chefe ofende um subordinado.

As maiores vítimas são as mulheres, correspondendo a 70% dos casos, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). As vítimas estão distribuídas por todas as faixas etárias, com uma leve concentração de casos em profissionais que têm entre 45 e 55 anos.

"Esses são considerados ultrapassados ou, por ter salários altos, acabam recebendo ameaças de que podem ser substituídos por profissionais que ganhem menos", diz Sylvia.

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Fonte: Você S/A

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