domingo, 17 de julho de 2011

PASSEIO PELA LOUCURA



A conceituação de loucura varia de acordo com o momento sócio-histórico onde se atrelam os conceitos de “normalidade” e “anormalidade”, sejam esses conceitos estatística, teleológica ou ideologicamente determinados. Quando se fala em anormalidade há que se levar em conta que critérios se está utilizando. As concepções de saúde e enfermidade variam de acordo com o contexto social de onde são retirados.
Fazendo menção ao tema, Baumgart (2006) traz que
“Lo psiquicamente anormal depende de la concepción imperante en cada sociedad y es relativo a un ordem etnográfico e histórico. Así como lãs personas adquierem los estilos de expressión, las creencias, sus superticiones, sus modos de vínculo social, también se adquieren los modos culturales en los que se manifestan las anormalidades de la vida psiquica”
Até o início do estudo das “aberrações humanas” ser incluído no campo da medicina há cerca de 2.500 anos na Grécia, existiam apenas alusões à loucura como comportamentos estranhos, personalidades incomuns ou desagradáveis e mesmo “possessões demoníacas” (STONE, 1999). As possessões foram uma das formas mais significativas usadas para explicar comportamentos tidos como desviantes. Coleman (1973), aponta que é compreensível que a chamada loucura tenha sido explicada de tal forma já que os espíritos eram também utilizados para explicar o raio e o trovão, por exemplo.

A loucura era considerada, de um modo geral, uma manifestação dos deuses. O ataque epiléptico era inclusive chamado de “doença divina”. A extensão desse modo de ver o mundo abarcaria tudo o mais que não fosse por eles passível de entendimento ou explicações.
Na antiguidade, filósofos como Platão e Aristóteles elaboravam teorias sobre a natureza da alma e de seus transtornos. Hipócrates, considerado pai da medicina e contemporâneo de Platão, acabou por sistematizar a nosologia já existente, adicionando apenas poucos conceitos. Nela constavam basicamente mania, histeria, paranóia e melancolia. Hipócrates tinha uma explicação natural para os fenômenos da personalidade que seriam influenciados por humores oriundos da terra, fogo, água e ar. Durante a Idade Média, Stone (1999, p. 32) defende que
“O que era entendido como estados mentais anormais baseado em estados humorais ou lesões anatômicas foi reformulado na linguagem dos padres e astrólogos. Fenômenos mentais aberrantes eram agora explicados em termos quase morais envolvendo referências a espíritos maus, fantasmas, íncubos e súcubos e assim por diante”

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Fonte: Psicologado

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