terça-feira, 19 de julho de 2011

INCLUSÃO ESCOLAR E DEFICIÊNCIA MENTAL: ANÁLISE DA INTERAÇÃO SOCIAL ENTRE COMPANHEIROS



O conceito de integração é uma das conseqüências fundamentais do principio de normalização. Sendo assim parte fundamental de todo o processo educacional.

Tendo como ponto de partida os resultados positivos alcançados com a prática de inclusão escolar nos paises desenvolvidos, nas duas ultimas décadas, o sistema educacional brasileiro tem vivenciado um momento de transição no atendimento dos alunos com necessidades educacionais especiais. Saindo de um modelo de educação especial que adotava a idéia de classes especiais e partindo para um modelo de integração das crianças especiais nas salas regulares de ensino uma vez que se deduziu a partir de estudos que o processo de inclusão/integração de crianças com deficiência no ensino regular possibilita-lhe interagir espontaneamente em situações diferenciadas, enquanto adquirem conhecimento e se desenvolvem.

Essa integração, entretanto, não deve ser facilmente resolvida a partir de uma resolução de cunho legal ou teórico, uma vez que variáveis relacionadas a processos grupais e reações de preconceito podem influenciá-la, seja facilitando ou dificultando a integração dessas pessoas com aquelas ditas “normais”.
A proposta de inclusão escolar de crianças com necessidades educacionais especiais procura evitar os efeitos deletérios do isolamento social dessas crianças, criando oportunidade para a interação entre crianças, inclusive como forma de diminuir o preconceito.

A partir do final dos anos 80 do século XX, o termo integração começou a perder força, sendo substituído pela idéia de inclusão, uma vez que o objetivo é incluir, sem distinção, todas as crianças, independentemente das suas habilidades. Além disso, integração privilegia o aluno de necessidades educativas especiais dividindo com ela a responsabilidade da inserção, enquanto a inclusão tenta avançar, exigindo também da sociedade em geral, condições para essa inserção.

Na prática inclusiva, no entanto, percebe-se que mesmo aqueles alunos que se encontram inseridos no sistema regular de ensino continuam sendo isolados dos seus companheiros de turma não-deficientes. Ou seja, há uma inclusão física, mas não social e emocional.

O resultado disso é que estudantes com deficiências severas têm pouca oportunidade de praticar, refinar e expandir os seus repertórios de competência social e cognitiva, que serão úteis no decorrer da sua vida. Habilidades essas, que, se não aprendidas no devido tempo, poderão acarretar desajuste social, reafirmando assim a condição de deficiente, além de manter reduzida a probabilidade de desenvolver amizades.

De acordo com a pesquisa realizada por Marcus Welby Batista e Sônia Regina Fiorim Enumo, ambos da Universidade Federal do Espírito Santo, os alunos portadores de necessidades especiais são aceitos com menos freqüência e são mais rejeitados do que seus companheiros de turma de classe regular.
A rejeição está intimamente ligada à percepção que os alunos têm dos comportamentos, considerados como inadequados pelos colegas emitidos pelas crianças com necessidades espaciais.

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