quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O EFEITO DO QUE FALAMOS



Gostamos de receber elogios. Sentimos-nos valorizados, aumenta a autoestima, talvez até mude o seu humor pelo resto do dia. Mas por que uma simples palavra faz tanta diferença?

“O conteúdo de uma linguagem, aliado ao seu ritmo e entonação, ativa áreas do cérebro como o córtex pré-frontal, responsável pela cognição e pela memória, e o sistema límbico no hipotálamo, onde se processam os sentimentos’’ diz o psiquiatra Vladimir Bernik, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Colocando em palavras simples, o psiquiatra quis dizer que o que falamos e o jeito como falamos mexe com o cérebro e desencadeia certos sentimentos no ouvinte. Ou seja, as palavras têm o poder de estimular os sentimentos. O que você fala pode deixar alguém feliz, depressivo, esperançoso, desmotivado e por aí vai.

“De acordo como é empregada, a palavra pode promover tanto uma ação terapêutica como desencadear sentimentos de angústia e a depressão”, complementa o especialista em medicina comportamental Ricardo Monezi, da Universidade Federal de São Paulo.

Um exemplo de como as palavras são usadas em terapias pode ser visto na campanha ”Doe uma palavra”, já citada pelo Blog da Saúde. Voluntários escreviam palavras positivas, de amor e esperança que eram transmitidas a pacientes com câncer para transformar o modo como eles enfrentavam a doença. Para entender mais da campanha e conferir os resultados, veja o vídeo abaixo, ou leia a matéria clicando aqui.

Sabemos que as palavras nos afetam ao escutarmos música. Às vezes começa a tocar aquele ritmo conhecido, você presta atenção na letra, lembra-se de um momento, as emoções vêm com tudo, bate a nostalgia… E por quê? “Quando as palavras são associadas a um ritmo, a uma melodia, elas atravessam o córtex cerebral e ativam diretamente o sistema límbico, onde moram as emoções”, justifica Ricardo Monezi.

Tudo é uma questão de como lidamos com aquilo que escutamos. Por isso, é importante aprender como escutar para não sofrermos os efeitos negativos das palavras. “O ideal é filtrar somente as informações que acrescentem algo positivo, sejam críticas, elogios ou conselhos, e abstrair conteúdos pejorativos, preconceituosos ou maliciosos”, diz Monezi.

Agora que você já sabe o efeito que as palavras têm e também já aprendeu a se blindar dos efeitos negativos, use o poder da palavra para fazer o dia de alguém melhor.

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