O que se tem percebido, cada vez mais intensamente, são modificações do papel de mãe e do homem-pai no cenário paterno na gravidez adolescente até o puerpério. No entanto o serviço de saúde publica, ainda não dispõem de espaços de atendimento de psicoterapia às mães adolescentes durante o período de pré-natal. Tendo em conta de que muitas meninas adolescentes grávidas se sentem envergonhadas em dizer que o pai de seu filho é também seu marido, preferindo identificá-lo como sendo seu namorado, muito embora a gestantes adolescentes tenha o acompanhamento pré-natal o apoio psicológico só acontece, por ventura, durante o atendimento pré-parto nas maternidades.
Ainda que o pai tenha direito e necessidades próprias frente ao processo reprodutivo e à paternidade ele não se sente preparado para esta nova configuração e não encontram incentivos para o enfrentamento deste novo contexto. Portanto, evidencia-se que estes pais adolescentes carecem receber apoio psicossocial dos profissionais de saúde no sentido de serem informados de seus direitos e deveres no que tange ao bem estar psicológico e emocional deste futuro “ser”, bem como dar o direito de cidadão ao recém nascido providenciando registro de nascimento, apoiando emocionalmente mãe e filho no processo de amamentação, formação do vínculo afetivo e cuidados com o bebê.
Palavra chave: Mãe e pai adolescente; gravidez; recém-nascido; saúde pública; acompanhamento e psicoterapia.
Introdução
A gravidez na adolescência vem tirando o sono de muitos pais. Principalmente nesta época em que parece estar havendo um estado hibrido da cultura social, afetiva, educacional e emocional. Assim, Stuart Hall (2003) disserta sobre as principais mudanças ocorridas no sujeito e na sua identidade no mundo moderno, frisando que “as nações modernas são, todas, híbridos culturais”.
Prontamente o período de adolescência veio sendo impresso desde o inicio do século XIX e reforçado durante o desenvolvimento industrial, entre apto a não aptos para o trabalho, buscando assim estabelecer que o provedor e protetor da família fosse o homem. Portanto, em período patriarcal, este, que em muitas famílias já lideradas pelo matriarcado, apontava mudanças no sistema de identidade cultural na pós modernidade.
Conseqüentemente com a evolução industrial forçando as mulheres a se unirem e lutarem por condições mais favoráveis ao gênero feminino e buscando uma saída para a situação oprimida na qual se encontravam. Nesta época já se tornava muito aparente a força da mão de obra feminina no mercado industrial e de carona vinha à exploração da mão de obra infantil ganhando proporções de escravidão industrial.
Logo, junto à luta das mulheres pelos seus direitos, perpassando por pesados sofrimentos, foi se dando um afrouxamento da arbitrariedade em reconhecimento pelo trabalho das mulheres que já assumiam de vez uma dupla jornada, muitas dentre elas, jovens mães na busca de sustento para seus filhos e melhores condições econômicas.
Um fator a ser considerado é o desnudamento da masculinidade, ou seja, a figura do machão e provavelmente influenciado por um sistema híbrido da cultura surge um homem mais sensível e carente da figura feminina, mas ainda um pouco sem jeito para ser aceito e encontrar-se no meio cultural e social em que vive.
Frente ao estupendo desenvolvimento tecnológico industrial a necessidade por mão de obra mais qualificada, surge ai o proletariado, apoderando e classificando o sujeito em capazes e não capazes frentes numa sociedade hibridamente aculturada.
Destarte frente a um mundo organicamente industrializado e cada vez mais competitivo foi sendo liberados limites, estabelecido regras para a idade própria para o trabalho, estudos, formação profissional, capacidade para ter filhos, responsabilidades culminando na necessidade de uma organização para estabelecer regras em nível de nações e posteriormente de nível mundial incorporando junto a ONU e a OMS.
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Fonte: Psicologado

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