Certa vez perguntaram ao Dalai Lama: “O que mais te surpreende na humanidade?”
E ele respondeu:
“Os homens… Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer… e morrem como se nunca tivessem vivido.”
Focando no valor e importância do bem-estar psicológico dos profissionais, a palestra da Victory Consulting no CONARH 2011 levou o tema: “O custo invisível da saúde mental nas organizações” e contou com a presença da Presidente da Victory, Vera Bejatto, e da psicóloga formada em coaching, com atuação em programas de saúde mental nas organizações, Deborah Toniolo.
A Victory levanta a bandeira de que o melhor é não ficar doente; trabalhar a prevenção. E que os gastos com a saúde mental têm sido altos nas organizações.
Doenças psiquiátricas roubam anos do brasileiro
De acordo com Deborah Toniolo, os transtornos emocionais têm causas multifatoriais, e pessoas estressadas e deprimidas têm 70% e 46% a mais, respectivamente, de gastos com saúde em comparação com indivíduos saudáveis. Ao analisar posições de liderança, 70% dos gestores convivem com altos níveis de estresse e 8% com depressão.
Plugados 24 horas por dia no smartphone
Já que passamos boas horas do nosso dia no trabalho, as mudanças tecnológicas e econômicas no ambiente em que exercemos nossas funções também podem vir a contribuir para o aumento do estresse. O transtorno da ansiedade generalizada causa danos na produtividade, insônia, falta de apetite, entre outros problemas.
Países como Canadá e EUA têm tido altos custos com os problemas gerados pelo estresse. O primeiro gasta, em média, $ 14,4 bilhões, e o segundo, $300 bilhões por ano. O Brasil também apresenta gastos elevados de, aproximadamente, R$ 6 bilhões anualmente.
Isso tudo sem contar os custos indiretos com transtornos mentais causados por turnover, absenteísmo, acidentes de trabalho, conflitos interpessoais e presenteísmo. Déborah mostrou aos congressistas que os fatores externos na empresa também exercem influência para desencadear problemas psicológicos. Veja abaixo alguns deles:
• Fusões e aquisições
• Evoluções tecnológicas
• Chefes tóxicos
• Excesso de informação
• Reestruturações
• Exigências do mercado
• Urgências e prioridades
• Evoluções tecnológicas
• Chefes tóxicos
• Excesso de informação
• Reestruturações
• Exigências do mercado
• Urgências e prioridades
Ainda há preconceito na hora de procurar um psicólogo ou psiquiatra e os investimentos das empresas em relação à saúde mental dos colaboradores são baixos. Mas é possível, e necessário, fazer com que os profissionais que necessitam de auxílio procurem ajuda profissional.
O trabalho deve englobar desde a prevenção e conscientização em relação ao tema, por meio de estratégias de atuação que incluem palestras, workshops, programas específicos, até plantão com psicólogo, palestras psico-educativas, EAP (employer assistance program), quick massage, entre outras.
Os resultados de cases da Victory Consulting demonstram a efetividade do programa com a diminuição de: consultas, frequência de internação e participação no custo assistencial de consultas.
É possível ter satisfação e ser saudável no ambiente de trabalho. Assim como afirmou Vera Bejatto: “Como agentes de saúde dentro das organizações, nós temos um papel fundamental”. Temos sempre que ter a consciência de que se não cuidarmos da saúde mental, todo o restante ficará comprometido.
Fonte: Blog da Saúde

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