“Eu sei que vocês não me amam mais”, dispara Eduardo Perroni, 4 anos, quando a mãe precisa se dedicar aos cuidados da caçula, Manuela Perroni, 24 dias. Mesmo enciumado, o garoto demonstra carinho e amor pela irmã, mas também exibe uma boa dose de insegurança. Esse comportamento é considerado normal, levando em conta que o primogênito passa anos como o detentor integral de todo o amor dos pais e, de repente, precisa aprender a dividi-lo com outra pessoa tão importante quanto ele.
A delicada questão, comum em famílias que desejam aumentar a prole, é tema do estudo Gestação do segundo filho: percepções maternas sobre a reação do primogênito, de Caroline Rubin Rossato Pereira, do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Segundo especialistas, a nova situação deve ser encarada com naturalidade, mas os pais precisam redobrar o apoio ao primogênito nesse período.
Realizada com oito gestantes no terceiro trimestre de gestação do segundo filho e com primogênitos em idade pré-escolar (de 3 a 6 anos), a pesquisa buscou examinar o impacto da gestação do segundo filho sobre diversos aspectos das relações familiares. “O objetivo era investigar as percepções maternas sobre as reações do primogênito à gestação do segundo filho”, conta Caroline
Realizada com oito gestantes no terceiro trimestre de gestação do segundo filho e com primogênitos em idade pré-escolar (de 3 a 6 anos), a pesquisa buscou examinar o impacto da gestação do segundo filho sobre diversos aspectos das relações familiares. “O objetivo era investigar as percepções maternas sobre as reações do primogênito à gestação do segundo filho”, conta Caroline
De acordo com ela, as mães perceberam mudanças no comportamento de seus filhos durante a gestação, de modo especial no último trimestre. No período, os primogênitos apresentaram um aumento da ansiedade, da irritação e da insegurança. “Além disso, as mães relataram diferentes sinais de ciúmes do bebê: demonstrações claras do medo de perder a atenção, o carinho e o amor da mãe; agressividade dirigida à barriga da gestante e ameaça de comportamentos agressivos para com o irmão após seu nascimento”, descreve.
Eduardo, filho de Cecília Lopes, 25 anos, e Gabriel Perroni, 30, acredita piamente que os pais deixaram de amá-lo com a chegada de Manuela. A mãe conta que ele não demonstrou ciúmes durante a gestação. No entanto, quando quer atenção e não é bem-sucedido, o garoto dispara: “Eu sei que agora vocês só amam a Manuela”. De acordo com Cecília, Eduardo segura a bebê no colo, a elogia, diz que a ama, mas reclama da falta de atenção. “Ele é apaixonado pela irmã, faz até planos com ela, mas sempre nos lembra que perdeu espaço com a chegada dela”, conta. Os pais conversam com o filho e explicam que o amor é igual, que todos formam uma família e que devem se amar. “Eu tento contornar, mas não valorizo esse comportamento”, diz Gabriel.
No estudo da UFRGS, percebeu-se que os sentimentos dúbios de Eduardo são comuns. As crianças que reagiram tanto com alegria quanto com surpresa ou indiferença à notícia da gestação tornaram-se ansiosas no fim da gravidez. Paralelamente ao descontentamento ou mesmo à agressividade, os primogênitos exibiam gestos de carinho e interesse pelo irmão que estava sendo gestado, como o contato afetivo com a barriga da mãe e a inclusão do novo membro da família nas conversas.
Eduardo, filho de Cecília Lopes, 25 anos, e Gabriel Perroni, 30, acredita piamente que os pais deixaram de amá-lo com a chegada de Manuela. A mãe conta que ele não demonstrou ciúmes durante a gestação. No entanto, quando quer atenção e não é bem-sucedido, o garoto dispara: “Eu sei que agora vocês só amam a Manuela”. De acordo com Cecília, Eduardo segura a bebê no colo, a elogia, diz que a ama, mas reclama da falta de atenção. “Ele é apaixonado pela irmã, faz até planos com ela, mas sempre nos lembra que perdeu espaço com a chegada dela”, conta. Os pais conversam com o filho e explicam que o amor é igual, que todos formam uma família e que devem se amar. “Eu tento contornar, mas não valorizo esse comportamento”, diz Gabriel.
No estudo da UFRGS, percebeu-se que os sentimentos dúbios de Eduardo são comuns. As crianças que reagiram tanto com alegria quanto com surpresa ou indiferença à notícia da gestação tornaram-se ansiosas no fim da gravidez. Paralelamente ao descontentamento ou mesmo à agressividade, os primogênitos exibiam gestos de carinho e interesse pelo irmão que estava sendo gestado, como o contato afetivo com a barriga da mãe e a inclusão do novo membro da família nas conversas.
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Fonte: Correio Braziliense

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