Existem vários tipos de demência, mas todas compartilham uma apresentação comum de sintomas e são identificadas e classificadas com base na etiologia. Dentre as Demências mais conhecidas podemos citar: Demência na Doença de Alzheimer; Demência Vascular de início agudo; Demência por múltiplos infartos; Demência vascular subcortical; Demência vascular mista cortical e subcortical; Demência na Doença de Pick; Demência na doença de Creutzfeldt-Jakob (Vaca Louca); Demência na Doença de Huntington; Demência na doença de Parkinson; Demência na doença causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV); Demência decorrente de neurossífilis.
Demência na doença de Alzheimer
A Demência na doença de Alzheimer é a mais comum das Demências e afeta três vezes mais mulheres que homens. O início dos sintomas ocorre após os 40 anos de idade em 96% dos casos, e entre 45 e 65 anos em 80% dos pacientes.
O CID 10 reconhece critérios diagnósticos para quatro subtipos de demência na doença de Alzheimer: demência na doença de Alzheimer de início precoce; demência na doença de Alzheimer de início tardio; demência na doença de Alzheimer, tipo misto ou atípica; demência na doença de Alzheimer, não especificado.
Na demência na doença de Alzheimer de início precoce a doença inicia-se antes do 65 anos com deterioração relativamente rápida, com marcantes e múltiplos transtornos das funções corticais superiores. Afasia, agrafia, alexia e apraxia ocorrem relativamente cedo no curso da doença.
Na demência na doença de Alzheimer de início tardio o início clinicamente observável é após a idade de 65 anos e usualmente no final da 8ª década de vida ou mais tarde, com uma progressão lenta e usualmente com comprometimento de memória como o aspecto principal.
As respostas dos pacientes aos seus sintomas variam amplamente, passando da depressão, indiferença até a paranóia. Na medida em que a enfermidade progride, aumenta a gravidade dos sintomas. A memória para acontecimentos remotos, vividos antes do início da doença também piora.
O reconhecimento diminui a ponto da pessoa não reconhecer familiares e amigos. Nos últimos estágios a linguagem piora consideravelmente e a passa a ser o ponto chave da doença. A fala pode se reduzir a poucos palavras, ou a uma série de sons parecidos com palavras, ou ainda, a palavras são reconhecíveis, mas pronunciadas sem nexo de sentido. A capacidade de ler em voz alta pode estar preservada, mas a pessoa não consegue lembrar o que leu (dislexia demencial). Os movimentos começam a parecer confusos e desajeitados, um caminhar arrastado, característico do parkinsionismo passa a ser comum (STUART-HAMILTON, 2002).
Fonte: Psicologado

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