quarta-feira, 27 de julho de 2011

DORES QUE NÃO MELHORAM?


Você provavelmente conhece alguém que tem enxaqueca, aquela dor de cabeça forte que parece não melhorar com remédio algum, ou já deve ter ouvido falar em fibromialgia ?
No caso da dor de cabeça é necessário fazer uma avaliação com um neurologista e se necessário fazer exames complementares para afastar causas mais graves. Mas e quando os exames não mostram nenhuma alteração estrutural?

Existem dores chamadas psicogênicas, ou seja, que têm a sua origem em alterações emocionais geralmente ligadas a ansiedade, depressão ou até mesmo outros transtornos psiquiátricos como a personalidade histriônica.

O uso de antidepressivos ansiolíticos costuma amenizar consideravelmente o sofrimento gerado por estes sintomas. Além disto outras estratégias de tratamento associadas ao uso dos medicamentos têm sido responsável por grandes melhoras: A psicoterapia com psicólogos e a terapia ocupacional se possível 2 vezes por semana. A terapia de grupo também costuma ter bons resultados.

A tensão acumulada com os problemas do cotidiano ou até mesmo a ociosidade de quem tem excesso de tempo para “procurar problemas”, pensar demais e se preocupar em demasia, gera um stress que por vezes passa desapercebido e quando chega a um nível alarmante para o organismo, surgem dores que podem aparentemente ser inexplicáveis, mas na verdade é o corpo dando sinais de esgotamento.

Nas mulheres as alterações hormonais relacionadas ao ciclo menstrual ou a menopausa também são forte colaboradoras para estas oscilações emocionais e o aparecimento das dores psicogênicas.

Fazer psicoterapia e terapia ocupacional nem sempre é bem aceito pelos pacientes, que costumam alegar “não gostarem” ou simplesmente “não quererem”, ou justificam que “é caro” e “não têm tempo”. No entanto o uso indiscriminado de analgésicos, opióides, anti-inflamatórios e outros medicamentos potentes deve ser cauteloso e acompanhado com proximidade pelo médico com consultas periódicas, mesmo sabendo que isto sozinho pode não resolver o problema.

Portanto é de suma importância determinar o que é mais importante na sua vida: É o fato de não gostar de terapia ou a necessidade de se livrar de sua dor? Você faria qualquer coisa para se livrar de sua dor? Então faça ! Este é um caminho eficiente, não-doloroso e nada danoso !

Você conhece alguém com uma dor que não melhora com nada?

Equipe Médica Dr. Paulo André Issa

Fonte: PNAP

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